A mente do ser humano normalmente busca direcionar as atividades baseado-se nos anseios de cada indivíduo, tomando decisões que irão culminar nas metas e objetivos que queremos, independentemente ou não da certeza de seus resultados.Tomar as rédeas de nossa vida é algo que tentamos sempre fazer, mas não podemos negar que o fator acaso (ou destino – a depender da crença de cada um) tem grande influencia em nossas decisões e, consequentemente, na nossa vida. Recentemente o acaso incluiu uma variável na minha vida, a qual precisei administrar com muita dificuldade.
Durante os últimos 10 anos vivi uma fase muito decisiva. Terminei o segundo grau, ingressei em uma universidade de ponta no curso que realmente almejava, concluí esse curso com muitas dificuldades inerentes da rigidez da grade curricular, busquei emprego em meio a falta de experiência, galguei posições dentro das empresas que trabalhei com o esforço que deveria empregar… enfim, as dificuldades enfrentadas foram muitas. Tive o apoio de diversas personagens nessa trajetória e, certamente uma delas, por mais incomum que possa parecer, foi uma cadela de nome Alice.
Quando minha família decidiu morar em uma casa, após anos morando em apartamentos, uma das decisões tomadas foi a de adquirir um cachorro para a segurança. Acabamos comprando dois: um dálmata chamado Mike e um pastor alemão chamada Alice. As preferências foram se estabelecendo, mas Alice, em particular, se apegou mais a mim do que aos outros integrantes da família. As pessoas, infelizmente são sensíveis ao dia a dia, e nem sempre estão disponíveis para lhe dar o suporte que você necessita, mas para os cães a sua presença basta para que a felicidade seja completa. E com Alice era assim: bastava o motor do carro soar do lado de fora da casa para ela se agitar do lado de dentro. E como nem sempre o meu humor era dos melhores, a felicidade dela em me ver era um antídoto contra os males sofridos ao longo do dia. A primeira década do século XXI foi um período de cumplicidade entre mim e Alice.
Após esses 10 anos de adversidades e cumplicidades, uma triste notícia veio acompanhada a um diagnóstico em uma consulta no veterinário: Alice tinha um tumor maligno de proporções irreversíveis. Fizemos um acompanhamento sistemático durante cinco meses entre cirurgias e medicações. O veterinário dela sempre buscou nos preparar para o que tinha por vir devido ao quadro clínico em que ela se encontrava e, apesar de todos os esforços empregados e da esperança que sempre nos acompanha, nos preparamos para o pior.
Após o seu falecimento, o veterinário me chamou para uma conversa em sua sala, a portas fechadas. Falou de todo o esforço que a equipe havia empregado para mantê-la bem e das dificuldades que a situação dela apresentava. Em certo ponto da conversa, ele fez o seguinte comentário: “às vezes lutamos muito pelo que queremos, mas chega um ponto que a vida nos dá a derrota como única alternativa e por mais que seja difícil, temos que aceitá-la”. Realmente não é fácil aceitar a derrota. Estamos preparados para festejar a glória, a vitória, o vencer… mas olhar e dizer que dessa vez não foi da forma que queríamos é um exercício extremamente árduo.
Perder e ganhar faz parte da vida. Nossa geração tem sede de vitória, mas aceitar as quedas também faz parte do aprendizado. Baixar a cabeça, avaliar onde errou e seguir em frente não deve ser motivo de vergonha para ninguém. Às vezes, as circunstâncias nos dão essa única alternativa e temos que aceitar e aprender com a falha. Como aceitar é onde reside o diferencial, se você encarar como um passo para trás, talvez seja o infortúnio. Aprender e seguir em frente será seu desafio.
Aceite a derrota e siga em frente!
Esse texto é dedicado à memória de Alice e a toda a alegria que ela nos deu durante esses dez anos a mim e a minha família.
Até eu que nem conheço a Alice me emocionei com o seu texto…além de escrever muito bem, a generosidade e cumplicidade de Alice lhe fez enxergar através de uma perda emocional, perdas complicadas racionalmente…o seu texto foi criativo demais! Concordo com você! Perder faz parte da história e o fardo é carregado de memórias positivas e provavelmente de muito aprendizado, e estes serão necessários mais À frente!
Deborahcapell
Até eu que nem conheço a Alice me emocionei com o seu texto…além de escrever muito bem, a generosidade e cumplicidade de Alice lhe fez enxergar através de uma perda emocional, perdas complicadas racionalmente…o seu texto foi criativo demais! Concordo com você! Perder faz parte da história e o fardo é carregado de memórias positivas e provavelmente de muito aprendizado, e estes serão necessários mais À frente!
Deborahcapell
Até eu que nem conheço a Alice me emocionei com o seu texto…além de escrever muito bem, a generosidade e cumplicidade de Alice lhe fez enxergar através de uma perda emocional, perdas complicadas racionalmente…o seu texto foi criativo demais! Concordo com você! Perder faz parte da história e o fardo é carregado de memórias positivas e provavelmente de muito aprendizado, e estes serão necessários mais À frente!
Alan Rodrigues
José, concordo plenamente com você e considero a derrota como premissa para sermos quem somos. Não estou dizendo que precisamos buscar a derrota, mas é este sentimento que nos faz termos experiências, como a sua bela narrativa.
Um simples exemplo é processo para aprender a andar de bicicleta, toda criança tem a vontade em descobrir o sabor que tem no andar de bicicleta, para eles conseguir dar a primeira pedalada é questão de honra, entretanto até que isto aconteça muitos se deparam com obstáculos horríveis, o medo, o carro, o poste, entre outros inúmeras barreiras.
Quando nos tornamos adultos perdemos a essência de criança, aquela mesma que está guardada em algum lugar dentro de nós, que tinha orgulho em mostrar os arranhões, hematomas e gessos nos braços e pernas, por ter caído da bicicleta ao tentar pedalar e guiar a magricela bicicleta.
Seguir em frente significa na minha opinião, voltar a ser criança, se alegrar com a derrota, claro que é muito melhor se alegrar com a vitória, mas a derrota nos ensina muitas coisas, como por exemplo ousar, amar, sentir, saber, conhecer.
Como diz o compositor e cantor Roberto Carlos,”se eu chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi”, Jesus Cristo também nos orientou quando falou: “O choro pode durar uma noite, mas alegria vem ao amanhecer”.
Um grande abraço.
Alan Rodrigues
José, concordo plenamente com você e considero a derrota como premissa para sermos quem somos. Não estou dizendo que precisamos buscar a derrota, mas é este sentimento que nos faz termos experiências, como a sua bela narrativa.
Um simples exemplo é processo para aprender a andar de bicicleta, toda criança tem a vontade em descobrir o sabor que tem no andar de bicicleta, para eles conseguir dar a primeira pedalada é questão de honra, entretanto até que isto aconteça muitos se deparam com obstáculos horríveis, o medo, o carro, o poste, entre outros inúmeras barreiras.
Quando nos tornamos adultos perdemos a essência de criança, aquela mesma que está guardada em algum lugar dentro de nós, que tinha orgulho em mostrar os arranhões, hematomas e gessos nos braços e pernas, por ter caído da bicicleta ao tentar pedalar e guiar a magricela bicicleta.
Seguir em frente significa na minha opinião, voltar a ser criança, se alegrar com a derrota, claro que é muito melhor se alegrar com a vitória, mas a derrota nos ensina muitas coisas, como por exemplo ousar, amar, sentir, saber, conhecer.
Como diz o compositor e cantor Roberto Carlos,”se eu chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi”, Jesus Cristo também nos orientou quando falou: “O choro pode durar uma noite, mas alegria vem ao amanhecer”.
Um grande abraço.
Alan Rodrigues
José, concordo plenamente com você e considero a derrota como premissa para sermos quem somos. Não estou dizendo que precisamos buscar a derrota, mas é este sentimento que nos faz termos experiências, como a sua bela narrativa.
Um simples exemplo é processo para aprender a andar de bicicleta, toda criança tem a vontade em descobrir o sabor que tem no andar de bicicleta, para eles conseguir dar a primeira pedalada é questão de honra, entretanto até que isto aconteça muitos se deparam com obstáculos horríveis, o medo, o carro, o poste, entre outros inúmeras barreiras.
Quando nos tornamos adultos perdemos a essência de criança, aquela mesma que está guardada em algum lugar dentro de nós, que tinha orgulho em mostrar os arranhões, hematomas e gessos nos braços e pernas, por ter caído da bicicleta ao tentar pedalar e guiar a magricela bicicleta.
Seguir em frente significa na minha opinião, voltar a ser criança, se alegrar com a derrota, claro que é muito melhor se alegrar com a vitória, mas a derrota nos ensina muitas coisas, como por exemplo ousar, amar, sentir, saber, conhecer.
Como diz o compositor e cantor Roberto Carlos,”se eu chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi”, Jesus Cristo também nos orientou quando falou: “O choro pode durar uma noite, mas alegria vem ao amanhecer”.
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