O retorno de uma nova pessoa

por José Jayme Junior em 08/09/2011 na categoria Exterior e Língua estrangeira e Viagem

O retorno de uma nova pessoa

Existem coisas na vida que valem a pena ser feitas mas que poucas pessoas dão importância. Viver em nosso mundo de forma mais estática possível parece ser um tendência de nosso corpo, mas que devemos não atendê-la, sempre que possível. Uma dessas formas de não seguir essa tendência,  talvez a mais importante delas, é viajar.

Os motivos para viajar são muitos: lazer, negócios, estudos, gastronomia, religião, tratamento médico… em todos os casos, sempre buscamos algo com uma viagem. Porém, nossas atividades pessoais e vontade de crescer como profissional vão contra a ideia de se viajar sempre e, por isso, muitos aliam seus interesses com os de uma viagem.

Uma experiência que tive quatro anos atrás representa bem esse contexto. Tirei dezoito dias de férias da empresa onde trabalhava para fazer diversas atividades que me interessavam muito, mas a principal delas foi o estudo. Visitei dois países da América do Sul com o intuito de melhorar meu espanhol, aliando a isso um curso de uma semana em uma escola de espanhol para estrangeiros, e o restante do tempo tendo o inevitável contato diário com a língua espanhola. Fiz amizade com diversas pessoas, desde um casal de americanos dando a volta ao mundo até uma garçonete espanhola que juntou as “gorjetas” para conhecer a argentina. Com essas e outras pessoas que conheci ao logo da viagem tive experiências que foram além da língua espanhola: joguei cartas cujas regras eram desconhecidas para mim, conversei sobre Eletro Tango com uma banda argentina que tocava esse ritmo, aprendi sobre o cultivo de vinhos e a degustar seus sabores e aromas, assisti a um autêntico jogo de futebol sul-americano, tomei banho nas águas gélidas do pacífico, conheci antigas ditaduras, frutos do mar, túmulos de personagens históricos, a medalha de um Prêmio Nobel de Literatura, a arquitetura das cidades que passei e o sorriso de todos os que conheci ao longo desses dezoito dias de viagem.

O mais interessante de tudo é que eu não voltei apenas com um melhor domínio da língua espanhola. Voltei uma pessoa melhor, com um conhecimento de mundo que certamente eu nunca teria se tivesse ficado em meu mundo rotineiro. Tudo o que aprendi serviu para melhorar meu relacionamento interpessoal, minha capacidade de adaptação, comunicação, tolerância, entre outros. Tudo isso não se aprenderia em nenhuma escola que conheço aqui no Brasil ou fora dele. Para isso basta apenas viajar e deixar que as experiências ao longo desta nos lecione o que o mundo tem de melhor!

Boa Viagem!

Foto de Patrick Ng.

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Sobre o autor:

José Jayme Junior é Engenheiro civil pela UFPE com especialização em Gestão da Qualidade e produtividade pela UPE/POLI, atuando na área Engenharia de Aplicação de Estruturas Metálicas.
  • http://www.facebook.com/dihpardal Diogo Fernando de Oliveira

    O Turismo é sem duvida uma grande ferramenta cultural, ambiental, social e profissional. Para isso, basta também o turista incorporar esse espírito, não adianta também ele viajar para todos os cantos e não querer se envolver com a cultura local, comunidade receptora e tudo mais. 

    Caso aconteça essa integração, ambos saem ganhando e é por isso que o Turismo é a industria que mais cresce no planeta, e traz o desenvolvimento sustentável. 

  • http://blog.wagnernunes.com Wagner Nunes

    Viajar é uma das coisas mais fascinantes. É impressionante como viajar
    facilmente se torna um vício. Quanto mais diferente é o lugar e cultura
    que visitamos, maior esse vício se torna. Muito bacana o texto!

  • Fabiola Lago

    Adorei seu texto, José Jayme! Viajar é mesmo sempre uma experiencia bacana e não há como dividir o profissional do pessoal: tudo enriquece, em todos os aspectos. Parabéns pelo belo artigo!