Desde o mês de junho os noticiários têm informado a respeito de inúmeros servidores públicos em greve por todo o Brasil, como exemplo podem ser citadas as universidades federais. Segundo o Art. 9º da Constituição Brasileira de 1988: “É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”.
A partir desse cenário, podemos refletir sobre os prós e contras da greve. Para alguns essa pode ser a primeira greve. Para outros, apenas mais uma greve de tantas já vivenciadas. Se formos ao Dicionário Michaelis, a palavra greve está descrita da seguinte forma: “Aliança, acordo de operários, funcionários, estudantes etc., que recusam trabalhar ou comparecer onde devem, enquanto não lhes satisfazem as pretensões, ou não chegam a algum acordo”. Como a própria Constituição assegura, esse é um direito do trabalhador brasileiro, desde que não sejam lesados os serviços públicos básicos.
Muitas pessoas discordam das manifestações por meio da greve, principalmente porque alguns confundem a greve com férias, o que me parece ridículo. Greve é sinônimo de reivindicação, busca por negociação e acordos, e não de ficar em casa fazendo reivindicando seus direitos de pijama. Os que acreditam nisso vão à luta em busca dos resultados esperados, participam das reuniões e tentam convencer seus colegas para aderirem ao movimento. Outros infelizmente veem a oportunidade de se ausentar de suas atividades, de forma legal, e curtir os dias de “folga”.
Há também os que acreditam que existem outros meios de reivindicação e que a greve não é o melhor deles. Apresentar propostas e reivindicar por meio do diálogo podem ser boas alternativas, sem a necessidade de parar de trabalhar. É importante lembrar que as pessoas tanto têm o direito de fazer como de não fazer greve e as que optam pela segunda alternativa não devem ser censuradas por isso.
Em outros tempos, as greves tiveram maiores respaldos. Em épocas de imposições trabalhistas mais duras, elas eram um meio de lutar por melhores direitos e condições de trabalho, reconhecimento das categorias e salários compatíveis com o mercado. Hoje os tempos são outros e talvez o modelo de greve como conhecemos esteja se tornando arcaico como se ela fosse o remédio para todo o tipo de doença. Manter vivo o espírito de lutar pelos seus direitos sem necessariamente partir para a velha formula e buscar novos caminhos, menos dolorosos e mais eficientes, pode ser uma alternativa para os novos tempos em que vivemos.
Concordo que trata-se de um modelo arcaico. Talvez por isso eu tenha uma opinião forte – e acredito que ainda mais arcaica – sobre ele, independente do que a lei assegura. Não sou contra greves, mas apoio uma mudança de postura quanto ao tratamento dado aos grevistas e seus incentivadores. Acho que se uma greve for julgada abusiva de acordo com critério objetivos, líderes sindicais devem ser presos e, no pior caso, demissões em massa por justa causa devem ser permitidas, pois não são poucas as pessoas que realmente querem trabalhar e merecem esse privilégio. Sim, trabalhar está se tornando um privilégio. Se os critérios de julgamento não forem objetivos e imparciais, eis aí, infelizmente, um argumento que pode ser ser usado para justificar as demissões e recontratações com salários mais baixos.
Rodrigo Martins
Concordo que trata-se de um modelo arcaico. Talvez por isso eu tenha uma opinião forte – e acredito que ainda mais arcaica – sobre ele, independente do que a lei assegura. Não sou contra greves, mas apoio uma mudança de postura quanto ao tratamento dado aos grevistas e seus incentivadores. Acho que se uma greve for julgada abusiva de acordo com critério objetivos, líderes sindicais devem ser presos e, no pior caso, demissões em massa por justa causa devem ser permitidas, pois não são poucas as pessoas que realmente querem trabalhar e merecem esse privilégio. Sim, trabalhar está se tornando um privilégio. Se os critérios de julgamento não forem objetivos e imparciais, eis aí, infelizmente, um argumento que pode ser ser usado para justificar as demissões e recontratações com salários mais baixos.
Rodrigo Martins
Concordo que trata-se de um modelo arcaico. Talvez por isso eu tenha uma opinião forte – e acredito que ainda mais arcaica – sobre ele, independente do que a lei assegura. Não sou contra greves, mas apoio uma mudança de postura quanto ao tratamento dado aos grevistas e seus incentivadores. Acho que se uma greve for julgada abusiva de acordo com critério objetivos, líderes sindicais devem ser presos e, no pior caso, demissões em massa por justa causa devem ser permitidas, pois não são poucas as pessoas que realmente querem trabalhar e merecem esse privilégio. Sim, trabalhar está se tornando um privilégio. Se os critérios de julgamento não forem objetivos e imparciais, eis aí, infelizmente, um argumento que pode ser ser usado para justificar as demissões e recontratações com salários mais baixos.
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