Passada toda a euforia da Copa do Mundo na África do Sul, e também não poderia deixar de citar, das famosas vuvuzelas, voltamos nossos olhares para o Brasil e para o segundo maior acontecimento esperado pelos brasileiros neste ano, as Eleições 2010. Não sei se utilizo o termo certo quando digo “esperado”, pois creio que o engajamento ativo nas questões políticas nunca fez parte de nossa cultura, infelizmente.
Antes de iniciar este texto, ai vai uma perguntinha rápida:
Neste ano, o brasileiro irá escolher representantes para quais cargos políticos?
Se você pensou em Presidente, Governadores, Senadores e Deputados Federais e Estaduais, parabéns você acertou! Caso sua resposta não tenha sido esta, preocupe-se por dois motivos: primeiro porque não acertou e segundo, pois você, provavelmente, representa a regra da exceção.
Fazendo uma rápida pesquisa na internet sobre o engajamento político dos jovens nas últimas décadas, podemos destacar três grandes momentos da história: nos anos 60 e 70, na luta contra a ditadura, nos anos 80, com a conquista das “Diretas Já”, e no início dos 90, quando os jovens da época ficaram reconhecidos como os “cara-pintadas”. A partir de então, não se encontra mais notícia sobre a juventude do novo milênio como protagonista nas questões políticas, pelo contrário, inicia-se uma série de críticas sobre os jovens cada vez mais individualistas e consumistas, fruto de uma criação sem valores dentro do sistema capitalista neoliberal.
Mas por que será que os jovens, cada vez mais antenados no que acontece pelo mundo, ainda não se sensibilizam com um assunto de tamanha importância?
Em busca desta resposta, encontrei uma pesquisa muito interessante realizada pela organização não-governamental Ação Educativa, aplicada em 2005, que mostra que a questão principal não é a conscientização do jovem sobre o assunto, pois ele sabe sim do que se trata e tem consciência de seu papel como modificador deste cenário no país, o problema está na disposição em se envolver neste campo, que ainda é muito relacionado à partidos e questões relativas ao governo.
Após refletir sobre esta informação, confesso que ao invés de me sentir mais motivada e inspirada em deixar meu lado cidadã consciente falar mais alto, aproveitando a onda do momento, acabei ficando mais confusa e preocupada, pois percebi que além do esforço necessário para me comprometer honestamente e de maneira responsável neste assunto, (mesmo lutando contra meus profundos sentimentos que dizem que isso tudo nunca vai mudar) ainda tenho que abrir minha mente e enxergar que Política é muito mais do que corrupção, campanha eleitoral e Brasília.
É meu caro, é preciso sair da zona de conforto. Para isso, ajudaria muito se houvessem mais campanhas de incentivo para despertar o interesse dos jovens e que os políticos se aproximassem cada vez mais deste público, para que a juventude também se sinta representada. Sem contar o incentivo familiar e escolar para atingir os futuros eleitores.
Quanto a nossa parte nessa história toda, vamos fazer um esforço. Pensem primeiro nas vantagens que nossa geração possui com o acesso a mecanismos de informação em tempo integral e livres do poder ideológico de terceiros. Podemos criar novas formas de fazer política! Assim, cumpriremos nosso dever de participar de maneira efetiva do processo político eleitoral em nosso país, sem deixar de usufruir o direito que nos cabe à liberdade de expressão, no melhor estilo Geração Y.
Não sou descrente quanto ao potencial da nossa geração inclusive no cenário político. A desmotivação e desinteresse ocorrem principalmente pelo descrédito da classe e a impunidade presente nos mais diversos setores.
Falta-nos uma melhor forma de fazer política, que priorize o compromisso ético e que seja atualizada quanto aos desafios do nosso tempo.
http://blog.felipecalegario.com Felipe Calegario
Não sou descrente quanto ao potencial da nossa geração inclusive no cenário político. A desmotivação e desinteresse ocorrem principalmente pelo descrédito da classe e a impunidade presente nos mais diversos setores.
Falta-nos uma melhor forma de fazer política, que priorize o compromisso ético e que seja atualizada quanto aos desafios do nosso tempo.
http://blog.felipecalegario.com Felipe Calegario
Não sou descrente quanto ao potencial da nossa geração inclusive no cenário político. A desmotivação e desinteresse ocorrem principalmente pelo descrédito da classe e a impunidade presente nos mais diversos setores.
Falta-nos uma melhor forma de fazer política, que priorize o compromisso ético e que seja atualizada quanto aos desafios do nosso tempo.
Otavio C
Concordo plenamente com os motivos apontados pelo Felipe e por você sobre o que desencoraja o engajamento político da nossa geração. Mas não acredito que nos falte ética ou a famosa ‘vergonha na cara’ para nos levantarmos e agirmos. Sinceramente, acho que não sou o único tomado pela descrença total na maioria das formas de governo e estruturas políticas vigentes. Mas é simplista culpar a corrupção. O problema é mais embaixo. Ou melhor, o problema é anterior. Qualquer saída ou solução parece utópica. Pode ser que tenhamos caído em uma rede de acomodação, mas duvido que um Diretas Já, ou Caras Pintadas, ou mesmo a mobilização estudantil e/ou armada, funcionaria atualmente, frente à atual ‘conjuntura’ sociopolítica.
Otavio C
Concordo plenamente com os motivos apontados pelo Felipe e por você sobre o que desencoraja o engajamento político da nossa geração. Mas não acredito que nos falte ética ou a famosa ‘vergonha na cara’ para nos levantarmos e agirmos. Sinceramente, acho que não sou o único tomado pela descrença total na maioria das formas de governo e estruturas políticas vigentes. Mas é simplista culpar a corrupção. O problema é mais embaixo. Ou melhor, o problema é anterior. Qualquer saída ou solução parece utópica. Pode ser que tenhamos caído em uma rede de acomodação, mas duvido que um Diretas Já, ou Caras Pintadas, ou mesmo a mobilização estudantil e/ou armada, funcionaria atualmente, frente à atual ‘conjuntura’ sociopolítica.
Otavio C
Concordo plenamente com os motivos apontados pelo Felipe e por você sobre o que desencoraja o engajamento político da nossa geração. Mas não acredito que nos falte ética ou a famosa ‘vergonha na cara’ para nos levantarmos e agirmos. Sinceramente, acho que não sou o único tomado pela descrença total na maioria das formas de governo e estruturas políticas vigentes. Mas é simplista culpar a corrupção. O problema é mais embaixo. Ou melhor, o problema é anterior. Qualquer saída ou solução parece utópica. Pode ser que tenhamos caído em uma rede de acomodação, mas duvido que um Diretas Já, ou Caras Pintadas, ou mesmo a mobilização estudantil e/ou armada, funcionaria atualmente, frente à atual ‘conjuntura’ sociopolítica.
Rebeca CM
Não podemos culpar o cenário político pela falta de interesse na política. Só votar é muito fácil, porque no fundo, nós ainda não compreendemos a responsabilidade e o peso do voto nas nossas vidas.
Não tem nada a ver com partidos e sim com consciência política, com aquilo que nós queremos que os políticos “queiram” pra gente. Quem já viu tim tim por tim tim das propostas de todos os candidatos que pensa em votar? tenho que fazer um MEA CULPA: eu não vi.
Rotular a nossa geração como “alienada” não é o mais assertivo, mas é completamente compreensível. Independentemente da classe social ou da “tribo”às quais a pessoa pertença, todos nós temos em comum o interesse muito grande em alguma coisa. Que nem sempre tem relação com o coletivo.
Esse interesse quase beira o vício, mas muitas vezes ele é direcionado apenas pro mundinho de cada um, como se não fosse do interesse daquele indivíduo participar da sociedade de maneira a construir algo em conjunto. O indivíduo quer viver, usufruir do que puder e ponto final.
Na verdade, nós somos produtos da sociedade atual, da criação dos nossos pais, e isso não se muda tão facilmente. A nossa fidelidade ao chefe, ao emprego e, muitas vezes, às pessoas também pode ser questionável, MAS, fomos ensinados a viver assim.
Nossas vontades foram prontamente atendidas sempre, e sempre algo material ou de troca monetária era criado para preencher qualquer conceito subjetivo que nos faltasse.
Não somos um bando de monstrinhos, mas, em relação a gerações anteriores, somos muito acomodados e queremos crescer e “declarar independência” nos quesitos que melhor nos convém..rs…
Como será, social e politicamente falando, o “quarentão” da geração Y?
Rebeca CM
Não podemos culpar o cenário político pela falta de interesse na política. Só votar é muito fácil, porque no fundo, nós ainda não compreendemos a responsabilidade e o peso do voto nas nossas vidas.
Não tem nada a ver com partidos e sim com consciência política, com aquilo que nós queremos que os políticos “queiram” pra gente. Quem já viu tim tim por tim tim das propostas de todos os candidatos que pensa em votar? tenho que fazer um MEA CULPA: eu não vi.
Rotular a nossa geração como “alienada” não é o mais assertivo, mas é completamente compreensível. Independentemente da classe social ou da “tribo”às quais a pessoa pertença, todos nós temos em comum o interesse muito grande em alguma coisa. Que nem sempre tem relação com o coletivo.
Esse interesse quase beira o vício, mas muitas vezes ele é direcionado apenas pro mundinho de cada um, como se não fosse do interesse daquele indivíduo participar da sociedade de maneira a construir algo em conjunto. O indivíduo quer viver, usufruir do que puder e ponto final.
Na verdade, nós somos produtos da sociedade atual, da criação dos nossos pais, e isso não se muda tão facilmente. A nossa fidelidade ao chefe, ao emprego e, muitas vezes, às pessoas também pode ser questionável, MAS, fomos ensinados a viver assim.
Nossas vontades foram prontamente atendidas sempre, e sempre algo material ou de troca monetária era criado para preencher qualquer conceito subjetivo que nos faltasse.
Não somos um bando de monstrinhos, mas, em relação a gerações anteriores, somos muito acomodados e queremos crescer e “declarar independência” nos quesitos que melhor nos convém..rs…
Como será, social e politicamente falando, o “quarentão” da geração Y?
Rebeca CM
Não podemos culpar o cenário político pela falta de interesse na política. Só votar é muito fácil, porque no fundo, nós ainda não compreendemos a responsabilidade e o peso do voto nas nossas vidas.
Não tem nada a ver com partidos e sim com consciência política, com aquilo que nós queremos que os políticos “queiram” pra gente. Quem já viu tim tim por tim tim das propostas de todos os candidatos que pensa em votar? tenho que fazer um MEA CULPA: eu não vi.
Rotular a nossa geração como “alienada” não é o mais assertivo, mas é completamente compreensível. Independentemente da classe social ou da “tribo”às quais a pessoa pertença, todos nós temos em comum o interesse muito grande em alguma coisa. Que nem sempre tem relação com o coletivo.
Esse interesse quase beira o vício, mas muitas vezes ele é direcionado apenas pro mundinho de cada um, como se não fosse do interesse daquele indivíduo participar da sociedade de maneira a construir algo em conjunto. O indivíduo quer viver, usufruir do que puder e ponto final.
Na verdade, nós somos produtos da sociedade atual, da criação dos nossos pais, e isso não se muda tão facilmente. A nossa fidelidade ao chefe, ao emprego e, muitas vezes, às pessoas também pode ser questionável, MAS, fomos ensinados a viver assim.
Nossas vontades foram prontamente atendidas sempre, e sempre algo material ou de troca monetária era criado para preencher qualquer conceito subjetivo que nos faltasse.
Não somos um bando de monstrinhos, mas, em relação a gerações anteriores, somos muito acomodados e queremos crescer e “declarar independência” nos quesitos que melhor nos convém..rs…
Como será, social e politicamente falando, o “quarentão” da geração Y?
http://alexandre-silva.com Alexandre Silva
Acho que a geração Y tem um poder enorme nas questões políticas, para isto basta que alguém puxe a fila. Isto já acontece com muita força no mundo corporativo, acredito que poderia acontecer o mesmo no campo político.
Admiro muito esta geração.
Parabéns pelo artigo, este já é um bom começo.
Abs,
Alexandre Silva
http://alexandre-silva.com Alexandre Silva
Acho que a geração Y tem um poder enorme nas questões políticas, para isto basta que alguém puxe a fila. Isto já acontece com muita força no mundo corporativo, acredito que poderia acontecer o mesmo no campo político.
Admiro muito esta geração.
Parabéns pelo artigo, este já é um bom começo.
Abs,
Alexandre Silva
http://alexandre-silva.com Alexandre Silva
Acho que a geração Y tem um poder enorme nas questões políticas, para isto basta que alguém puxe a fila. Isto já acontece com muita força no mundo corporativo, acredito que poderia acontecer o mesmo no campo político.
Admiro muito esta geração.
Parabéns pelo artigo, este já é um bom começo.
Abs,
Alexandre Silva
http://papolibre.blogspot.com Maxsuel Siqueira
Beatriz, parabéns pelo artigo. Os amigos do MC todos sabem que andei ausente, mas a questão política sempre fala mais forte em mim. Acho que a maneira pela qual entendemos a instituição Política é que está errada. Totalmente errada.
”Não se pode olhar a lua, como diz Augusto Boal, sem fazer política. Tudo o que você faz é política” (Tom Zé).
Um abraço,
Maxsuel
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Beatriz, parabéns pelo artigo. Os amigos do MC todos sabem que andei ausente, mas a questão política sempre fala mais forte em mim. Acho que a maneira pela qual entendemos a instituição Política é que está errada. Totalmente errada.
”Não se pode olhar a lua, como diz Augusto Boal, sem fazer política. Tudo o que você faz é política” (Tom Zé).
Um abraço,
Maxsuel
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Beatriz, parabéns pelo artigo. Os amigos do MC todos sabem que andei ausente, mas a questão política sempre fala mais forte em mim. Acho que a maneira pela qual entendemos a instituição Política é que está errada. Totalmente errada.
”Não se pode olhar a lua, como diz Augusto Boal, sem fazer política. Tudo o que você faz é política” (Tom Zé).
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