Tenho um chefe. E agora?

por Guilherme Tossulino em 22/07/2010 na categoria Geração Y e Liderança

Tenho um chefe. E agora?

Muito se fala e se escreve de como ser um líder, um bom gestor e um chefe impecável. Mas como um jovem deve se comportar ao ser liderado? Como respeitar o gestor ou aprender com o chefe? Disso, pouco se encontra.

Todos sabemos que a variedade de tipos de líderes é grande e não cabe a esse post caracterizá-los. E a variedade de liderados? Bem, essa é maior ainda.

Com a atual Geração Y e suas fortes características, ressalta-se sempre a capacidade de liderança e a vontade de fazer tudo diferente. Mas nem todos  os membros dessa serão líderes. Nem todos têm aptidão para serem um dia chefes de equipes. Serão uns fracassados e perdedores? Claro que não.

Desde crianças somos treinados para sermos liderados. Nascemos sem saber ler, escrever, falar, andar… Nossos pais são os nossos primeiros líderes. Mais tarde vamos então à escola, onde temos os professores, diretores, turmas mais antigas e grupos de interesse. Começamos a participar de olimpíadas escolares, jogamos em times e somos liderados pelo técnico. Na universidade temos os professores, centros acadêmicos, enfim, em todo nosso caminho até o mercado de trabalho o treinamento para sermos bons liderados é intenso.

Com todo esse preparo, chegar ao mercado de trabalho e ter um chefe deve ser fácil, não é mesmo? Engano. Parece que tudo começa novamente.

Agora o seu chefe não tem mais tanta paciência para te ensinar e te cobra muito por resultados. Ele não se importa muito com as suas deficiências e você recebe um salário como recompensa. A indisciplina não tem tolerância e a competição perdeu o lado lúdico. O paternalismo acabou e a realidade é dura.

Como dizia um professor da faculdade ”O mercado de trabalho é cruel”. Quem sabe já estava nos alertando sobre o que iríamos encontrar no futuro. Triste verdade. Bem, a luta por um lugar ao sol apenas começou, nós, jovens da Geração Y, temos ainda uma longa estrada pela frente. Ser melhor a cada dia é apenas uma obrigação. Pense nisso.

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Sobre o autor:

Guilherme Tossulino é bacharel em Sistemas de Informação e pós graduando em Gerenciamento de projetos. Atualmente atua como coordenador de TI no Instituto de Estudos Avançados (IEA) em Florianópolis e é um dos fundadores do Minha Carreira. Escreve seu blog pessoal (www.tossulino.com) e também faz presença no twitter no @tossulino.
  • Rudney

    O pior é que quem ensina como pais, ensina que qq coisa que fazemos está bom.
    Quando esses mesmos, viram nossos chefes, nada do que foi aprendido vale.
    Daí vem a crise. Sou ou não sou bom, como a minha mãe disse?

  • http://naeradainformacao.blogspot.com Paula Carina de Araújo

    Ótimo texto Guilherme, quando chegamos ao mercado de trabalho percebemos que tudo depende das nossas atitutes ou a falta delas. É preciso preparar-se para se adequar ao tipo de chefe que temos e isso muda a cada novo trabalho. O ideal é aproveitarmos para identificar nos nossos líderes as características que queremos replicar em nossa atuação futura como líderes, bem como aquelas que consideramos falhas e devem ser deixadas de lado. Dessa forma fica até mais fácil ser um liderado!