Sobre derrotas, postura e… Seleção Brasileira
por Paula Carina em 08/07/2010 na categoria Liderança

Na coletiva da última sexta-feira (02), após a desclassificação da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo, o ex-técnico Dunga foi questionado quanto a preparação da sua equipe para um momento de empate ou a caminho de uma derrota, tendo em vista que todos os brasileiros presenciaram o descontrole dos jogadores em campo após a virada da Holanda. Ele respondeu enfaticamente com: “Não preparo meus jogadores para perderem!”
Longe de querer questionar a competência ou o desempenho do Dunga, mas essa frase ficou martelando na minha cabeça e não pude deixar de estabelecer uma relação com o mundo corporativo. Ao contrário do técnico Dunga, eu acredito que um líder precisa preparar o grupo para os momentos de dificuldade, para os empates e derrotas enfrentados no dia a dia organizacional.
Muitos dizem que os brasileiros se deixam levar pela emoção, e entendo que é natural que na hora do “E agora?”, algumas pessoas se sintam com as mãos atadas, apáticas e com certo desânimo. Mas o mundo não para quando enfrentamos algum problema. Cabe ao líder ter uma atitude motivadora sempre buscando impulsionar seus liderados, primeiramente, para buscarem resultados positivos, e também para correrem atrás do prejuízo sem culpa, quando necessário, tentando minimizar seu fracasso de cabeça erguida.
Uma atitude assim com certeza pode fazer a diferença em um momento de dificuldade e pode motivar ainda mais uma equipe. Resultados desastrosos podem ser evitados quando o controle emocional é desenvolvido e o trabalho em equipe, em prol de um objetivo comum, é colocado em primeiro lugar.
E você, como prepara sua equipe para os momentos difíceis?
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Paula,
Eu concordo com o Dunga. Não devemos nos preparar para a derrota devemos nos preparar para a vitória, prevendo os riscos e trabalhando em cima deles.
“Aceitar a ideia de uma derrota é ser vencido.”(Ferdinand Foch)
Mas como nem sempre podemos ganhar, eu prefiro essa frase:
“Se você não puder ganhar, faça com que o preço da vitória de seu inimigo seja exorbitante” (Gerenciando coma Máfia)
Beijos Paula.
Obrigada pelo comentário Robson. Para mim o segredo está justamente em prever os riscos e trabalhar para minimizá-los. Por exemplo, no jogo do Brasil, o risco do empate existia. No entanto, parece que os jogadores do Brasil não foram preparados para passar por cima da dificuladade e seguir adiante, desanimaram e aceitaram a derrota. Vejo que é importante preparar a equipe para agir nesses momentos.
Muito legal, também acredito que o líder deve ter uma postura assim, aliás, vamos comparar dois “líderes” desta copa. Maradona vs Dunga.
Ta certo que ficamos felizes com a saída da Argentina, mas não há como comparar a postura de ambos. Ao final do jogo, enquanto o Dunga se levandou e foi para o vestiário, o Maradona foi para o Campo e abraçou (e beijou) cada um de seus jogadores. Além disso, durante a copa, enquanto os jogadores brasileiros ficavam presos sem contato com o mundo externo, os argentinos ficaram com suas familias em um condominio fechado.
Vejo que o Maradona foi sim um líder, já o Dunga, foi um chefe.