Busque um mentor

por Denis Ferrari em 11/06/2010 na categoria Desenvolvimento Profissional

Busque um mentor

Imagine que você pretende percorrer uma trilha até uma linda cachoeira. Você sonha com aquela paisagem há tempos, porém, apesar da vontade de ir, tem medo das armadilhas que poderá encontrar no percurso.  Agora imagine que você conheceu alguém que já percorreu essa trilha, essa pessoa não só confirma todas as suas expectativas sobre a cachoeira, mas também te alerta sobre os perigos e desafios do caminho e inclusive dá algumas dicas de como enfrentá-los. Não seria sábio obter o máximo de informações com essa pessoa antes de viajar? Isso não te deixaria mais tranquilo e até entusiasmado com a viagem?

A nossa carreira é cheia de perigos e desafios. Eventualmente vamos esbarrar com situações difíceis onde teremos que nos empenhar ao máximo para vencer. Todavia, tentar percorrer esse caminho sozinho é um esforço desnecessário, podemos encontrar no mercado pessoas mais experientes que possam indicar quais são as barreiras que vamos encontrar e como podemos lidar com elas. Um mentor é aquela pessoa que usa de sua vivência para ajudar os menos experientes a não cometer os seus erros e repetir os seus acertos.

Um mentor também realiza outra função muito importante: Ajudar a detectar quais são os seus pontos fortes e fracos, auxiliando no direcionamento profissional mais favorável ao seu perfil.

A opinião de um mentor é essencial nas decisões difíceis da nossa carreira, ele pode não só dar força necessária para seguir com seus planos, como também, mostrar perigos ou problemas que façam você voltar para mesa de planejamento.

Procure trocar de mentor de tempos em tempos. Trocar de empresa ou de setor é uma ótima oportunidade de poder usufruir da experiência de um novo mentor, ainda assim, quando possível, busque conselhos dos seus antigos mentores, isso não só será uma desculpa para um reencontro como também será mais um ponto de vista na decisão ou problema que está enfrentando.

Ter um mentor não é a solução para todos os problemas que enfrentamos na construção da nossa carreira, mas é uma das coisas que podemos fazer para aumentar as nossas chances de ter êxito nessa jornada. Comece hoje, busque o seu mentor e use a sua experiência ao seu favor.

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Sobre o autor:

Denis Ferrari é gerente de projetos da Mindworks. Cursa Sistemas de informação e possui um blog chamado Herois da TI, onde aborda assuntos relacionados a Arquitetura de Software. Participa do Minha Carreira desde Maio de 2010.
  • Saulo

    Ótimo post Denis, mas permita-me discordar: Isso tudo é a mais pura verdade, porém vc está falando de um mundo ideal. Na minha visão tudo o que disse soa como “utopia”. Claro, não estou dizendo que casos assim não existam, exitem, porém são raros. Pois geralmente quem já passou pelo caminho geralmente não gosta de ensinar o caminho por tratar isso como a estrada que leva ao “pote de ouro”, e quando querem “ensinar”, os “pupilos” não tem muita vontade de aprender, por se acharem meio “auto-didatas”.
    (Quando li o título de seu post minha mente se remeteu ao clássico do cinema Karatê Kid). Falo isso pois nunca vi isso acontecer, derrepente se alguém que já passou por isso, seria interessante, para abrir uma “discussão”.
    No mais muito bom o seu post !
    Abrações !!

  • http://dactyli.eti.br Mark S. Gonçalves

    Interessante essa questão do mentor, nunca tinha pensado realmente sobre isso, mas mesmo assim acabei vivendo desta forma, no trabalho anterior, em uma software house, tinha como mentor um amigo de trabalho onde conseguia várias dicas sobre o que estudar, como estudar, foi com ele que comecei a me interessar em .NET. No trabalho atual, temos uma equipe bem unida, isso facilita muito as coisas, mas ainda sim tenho meu gerente como mentor. No final é certo: ter apoio de alguém que já percorreu é muito melhor do que tentar traça-lo por si só, pois ainda que consiga, terá cometido erros que poderia ter evitado.

  • http://www.produzindo.net Rômulo Sousa

    Considero, essa questão do mentor, algum muito importante..principalmente para o jovem que está iniciando no mercado de trabalho…
    Aliás em muitas empresas, onde se há a contratação de estagiários, muitos executivos ocupam o papel de mentores ou coaching destes novos profissionais…guiando eles pelo caminho certo e consequentemente dimuindo seus riscos de erros…
    Agora vale ressaltar aqui que mentor, (creio eu) não precisa ser um cheque, pode por exemplo ser um professor, familiar, ou colega de trabalho, que tenha mais experiencia que você em determinado assunto…

  • Pingback: Questão de Mercado » A importância do mentor para a carreira

  • Denis Ferrari

    Olá Saulo,
    Não acredito que seja utopia. Depois do seu comentário comecei a conversar com amigos e colegas de trabalho fazendo uma espécie de “pesquisa” sobre o tema. Cheguei a conclusão que todos que tiveram mentores buscaram por conta própria, ou seja, tiveram a atitude de buscar orientação e criar a relação de mentoring. O fato interessante é que todos lembraram dos seus mentores com imenso carinho, isso é interessante pois nem sempre os mentores são pessoas fáceis de se lidar.
    De qualquer forma, também lembro de todos os meus mentores desde os 14 anos de idade quando comecei minha carreira, mas essas relações sempre partiram de mim também.
    De forma positiva ou negativa, sempre vamos aprender com pessoas mais experientes que a gente, independente da relação de mentoring.

  • Saulo

    Denis, essa é a idéia. Posso estar errado, mais tenho outra visão sobre mentor(es), como disseram, todos buscaram um mentor, a via não seria “inversa”? do tipo: “eu sei que tenho esse conhecimento e quero dissemina-lo para alguém para a idéia não morrer ou a idéia ser melhorada”, ou seja, o mentor buscar um pupilo ?
    Do jeito que foi colocado, parece que estamos falando de um “professor”, que te ensina um jeito mais fácil de se fazer e como fazer, que te ensina a ser um “executor” de idéias e não um “pensador” de idéias?
    Fica ai mais um ponto.
    Abrações.

  • http://twitter.com/b_mascarenhas Bruno Mascarenhas

    Saulo e Denis, permitam-me contar a minha experiência. Fui mentor durante alguns anos (Essa era minha função em meu último emprego). Hoje, estou como Trainee e tenho um orientador e uma tutora que são como “mentores” pra mim. Não é nada oficial, digamos assim… Mas sou convidado a tomar café com minha tutora de vez em quando, pra trocarmos ideias e para que eu possa enxergar um pouco melhor esse meu “caminho”. É maravilhoso! Acho que a relação autêntica com o mentor, deve partir de ambos. O mentor deve ter prazer (é isso mesmo, prazer) em ensinar e, principalmente, ajudar a GUIAR, e o “aprendiz” deve ter a audácia de saber ouvir e utilizar tudo da melhor forma possível, buscando o melhor de cada um de seus mentores.

    Adorei a discussão.
    Sucesso para nós!

  • Duduka Jacint

    Muito boa discussao.
    Trabalho em Mocambique num projecto que lida com jovens dos 14 aos 17 anos e tenho a funcao de encontrar mentores para esses jovens. Ora, estou a enfrentar grandes dificuldades pois o contacto entre ambos deve ser pela internet(ementoring). Com certa antecedencia contactei uma data de pessoas que achamos(eu e meus colegas) terem potencial para serem ementores, e que quase todas elas concordaram em participar, mas quando chegou o momento da coisa comecar a funcionar, quase ninguem se mostrou disponivel, e ai me surge um questionamento: “sera que uma relacao criada artificialmente, pode dar frutos?”

    • Lili

      Tenho certas ressalvas a esse método, já que um mentor deve ser alguém que admiramos e confiamos. Quando acontece de forma “arranjada” perde a legitimidade.

      Talvez fosse interessante reunir, mesmo que virtualmente, em um site por exemplo, o perfil desses possíveis mentores e realizar chats com todos, para que os próprios jovens possam escolher aqueles com os quais se identificam e tem os mesmos interesses.

      Dessa forma, os mentores também vão conhecer melhor os jovens e de fato começar uma relação autêntica.

      De qualquer forma a iniciativa é muito boa!
      Sucesso!

    • http://www.heroisdati.com/ Denis Ferrari

      Na minha experiência, ter o mentor próximo faz toda a diferença. Os grandes conselhos que recebi foram em pequenos momentos do dia-a-dia, e só foram possíveis pela proximidade que tive com meus mentores.

      Abraços!

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  • http://blog.wagnernunes.com Wagner Nunes

    Dênis, mais uma fez acertou em cheio, ótimo insight buddy! :)

    Agora, um comentário sobre o que o Saulo e o Dênis disseram nos comentários acima: estou a 13 anos no mercado de IT e nos ultimos 6 anos venho de grandes empresas onde a cultura do Mentoring é amplamente disseminada e incentivada pela gerência média e alta.

    Saulo, a cultura do mentoring existe sim por aí, mas depende muito da empresa acreditar que há benefícios reais em estabelecer essa iniciativa. Muitas empresas ainda pensam da forma antiga onde qualquer tempo usado em qualquer coisa que não seja produção de produtos/serviços é tempo perdido.

    Um exemplo recente que cito com orgulho é a Dell, onde éramos incentivados tanto a procurar um mentor como a atuar como mentores com profissionais mais juniores.

    Porém, como o Denis e a Lili falaram acima, é fundamental termos um respeito e admiração diferenciada em relação ao mentor, bem como tê-lo por perto para reuniões face-to-face.

    Abraços,
    Wagner.

  • http://saulocarvalho.net Saulo

    Wagner, acredito que o mentoring existe, mas digo que ainda é uma exclusividade de grandes empresas, como foi citado por vc acima. A grande questão é a que foi levantada acima pelo Duduka, será que um mentoring “artificial”, pode gerar frutos ? Por exemplo imagine que o Karatê Kid fosse treinado em uma academia, sim, ele teria um “mentor”, mas será que ele teria os mesmos valores do que ele adquiriu treinando com o Sensei ? No nosso mundo é mais ou menos dizer, será que um “mentor” selecionado pela empresa, pode agregar algum valor ao mentorado? ou apenas te mostrar o caminho mais rápido de resolver uma questão ? Confesso que depois desse tópico e discussão, minha mente se abriu um pouco, e o que me fez acreditar que existe sim um mentor que nos agrega valor, e esses mentores, chamam-se: “dia-dia”, “Esforço”, “No pain, no Gain” entre muitos outros. É tudo um opinião pessoal, que é passível de mudança. Um forte abraço a todos.

  • http://blog.wagnernunes.com Wagner Nunes

    Saulo, eu acompanho blogs de várias partes do mundo (a maioria da California, US) que falam de startups e de empresas que iniciaram com 2 ou 3 pessoas e hoje são empresas médias ou grandes, e a cultura do coaching e mentoring sempre está presente.
    Fazer ou incentivar o mentoring já não tem mais uma relação direta e/ou exclusiva com o fato da empresa ser grande, mas sim com a maneira como os líderes da empresa pensam sobre o assunto. Muitos altos-gerentes de empresas grandes simplesmente não dão a minima para mentoring, enquanto empresas as vezes pequenas ou médias já dedicam tempo a isso, pois sabem os frutos que podem colher.
    Sobre o mentoring arfiticial, por um lado acredito que pode ser uma boa forma de semear a idéia, mas não acredito que um mentoring forçado necessariamente dê frutos. Mesmo assim, acho que tendo uma política que incentiva (ou mesmo força) o mentoring é positiva, pois, por exemplo, de 10 mentorings forçados, se 1 ou 2 derem certo, a empresa já está no lucro.
    Abraço.