Como anda seu rapport?
por Beatriz Carvalho em 17/05/2010 na categoria Comportamento

Rapport é uma palavra de origem francesa que significa concordância, conformidade, harmonia. Segundo o Glossário de Termos de PNL, rapport é a “relação de mútua confiança e compreensão entre duas ou mais pessoas. A capacidade de provocar reações de outra pessoa. Também chamado de empatia.”
No ambiente profissional esta é uma prática muito utilizada e pode até ser considerada uma estratégia de negócio. Inúmeras vendas são fechadas por causa de um bom rapport. Ele aumenta o nível de confiança do vendedor com o cliente e as sugestões dadas pelo profissional passam a ter muito mais força.
Mas isto não acontece só nas relações de trabalho, provavelmente você já deve ter se esforçado para ter um bom rapport no convívio social, mesmo que instintivamente.
Hoje em dia já existem algumas técnicas que ajudam a melhorar o rapport, as mais conhecidas são:
Espelhamento corporal – É a harmonia entre o comportamento e expressão corporal da pessoa a quem você se interage com o seu. Um exemplo claro desta técnica é visto em uma entrevista de emprego, em que o entrevistador se mantém ligeiramente afastado da mesa e o entrevistado, muitas vezes por causa do nervosismo, senta-se muito próximo a ela, quase se debruçando. Isto pode dar a impressão de ansiedade e causar certo desconforto na outra pessoa.
A melhor escolha é sempre estar em sintonia com aquele com quem interage. Na postura, depois nos gestos, e então, aos poucos você vai conseguindo criar um clima confortável entre os dois e perceber uma reação positiva no outro.
Sintonização de voz – Falar muito alto ou muito baixo, rápido demais ou devagar demais poderá se tornar um problema ou uma solução dependendo da pessoa com quem está conversando. Procure manter a mesma velocidade e tom de voz do outro e assim terá superado mais uma barreira.
Ajuste da linguagem – Como dito anteriormente, o rapport também é usado no convívio social, assim sendo, imagine-se na praia conversando com seus amigos e utilizando expressões coloquiais que você aprendeu recentemente no trabalho. Garanto que você chamará a atenção deles, mas não garanto que te admirarão por isso.
Passamos boa parte do nosso dia tentando convencer chefes, clientes, colegas de trabalho, amigos e tantos outros sobre nossas opiniões e idéias, mas muitas vezes não conseguimos transformá-las em ação, dar o próximo passo, pois não soubemos vendê-las, ou melhor, fazer com que comprem.
Para obter o sucesso desejado com o seu rapport, enfatize os pontos em comum entre vocês. Se não souber identificar esses pontos, repare em características marcantes na pessoa ou em objetos particulares e faça um comentário (por exemplo, se você visualizar o símbolo de um time de futebol na agenda de seu cliente, fale brevemente sobre futebol ou esportes). Em suma, pergunte-se de que forma você pode agregar valor ao diálogo de maneira a se tornar atrativo àquele que te escuta e assim terá grandes chances de conquistar até os mais desconhecidos.
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Perfeito.
Não concordo! Cada um deve ser original, inventar a si próprio e jamais tentar ser parecido com alguém… ter as próprias ideias e vontades é primordial.
Olá Ursula,
Compreendo seu ponto de vista. Hoje em dia as empresas valorizam cada vez mais os profissionais de personalidade marcante e que sabem utilizar sua originalidade como diferencial competitivo.
Minha intenção com este post foi mostrar que é possível aumentar as chances de sucesso nas nossas relações pessoais e profissionais através das dicas citadas.
Acredito que o profissional que sabe se articular não precisa perder sua originalidade, pelo contrário, a somatória dessas duas características trará um ótimo resultado em seu desempenho.
Para complementar a idéia, segue um trecho do artigo “RAPPORT – The Magic Ingredient” de Penny Tompkins e James Lawley que pode ser encontrado na integra no site http://www.cleanlanguage.co.uk:
“O verdadeiro rapport cria uma atmosfera de confiança mútua. Se você está usando o rapport como uma tática para manipular outra pessoa para a sua maneira de pensar, em algum nível ela sabe disso instintivamente e não irá reagir positivamente. Entretanto, se você se tornou um perito na arte do rapport e a sua intenção é ouvir e ser ouvido, para alcançar soluções ganha-ganha ou para criar amizades genuínas, você irá se tornar um comunicador poderoso e confiável.”
Espero ter esclarecido o meu ponto de vista.
Obrigada pelo comentário, sem dúvida alguma, discussões como esta são sempre válidas.
Abraços,
Beatriz
Olá Beatriz,
Muito rico o seu texto. Você enfatizou bem a importância da comunicação não-verbal e da empatia no dia-a-dia de um profissional.
Segundo a pesquisa feita pelo Mehrabian, 93% de toda a comunicação está na linguagem corporal e no tom, ou seja, para atingir nossos objetivos na conversa não podemos só nos preocupar com as palavras que usamos, devemos atentar também aos gestos que fazemos e ao tom da nossa voz.
No filme “Hitch conselheiro amoroso”, Will Smith faz uma menção a essa regra de comunicação quando aconselha os seus clientes, só que ele usa a prática no contexto da conquista. :)
Abraços!
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o_n%C3%A3o-verbal
Caramba, a Ernst & Young tá fazendo umas propagandas chatinhas em blog, se passando por uma pessoa comum e copiando e colando esse texto aí, que coisa feia! Enfim…
Bia, adorei o texto. Acho que todos deveriam conhecer PNL para se tornarem pessoas melhores. E discordo da Ursula, acho que podemos ser ÚNICOS e sermos melhores, mesmo assim. Cada um com sua individualidade, mas sempre buscando a excelência nas nossas atitudes e relacionamentos. Abraços!
Bruno,
Barrei vários “comentários” sobre esse processo seletivo da E&Y. Não sei qual foi a agência que escolheram para fazer essa divulgação, mas não colou aqui no MC.
Abraço!