As mídias sociais que aproximam e humanizam

por Beatriz Carvalho em 22/04/2010 na categoria Comportamento e Geração Y e Internet

As mídias sociais que aproximam e humanizam

A sensação de se sentir íntimo de pessoas que você nunca conheceu pessoalmente começou a ser possível depois do boom das mídias sociais. Anônimos passaram a narrar sua vida ao mundo como se fosse seu diário pessoal, o que fez com que muitos deles deixassem de ser anônimos e pudessem até passar a ser considerados “celebridades da internet”.

Para aqueles que já eram famosos, quando adeptos às mídias sociais, passaram a ficar ainda mais expostos, só que agora por opção. Mas a diferença entre ter sua vida narrada por um paparazzo e tê-la narrada pela própria pessoa é, obviamente, bem grande. A segunda opção é muito mais interessante, traz a visão e sentimentos de uma pessoa que aparentemente parecia tão “superior”, tão distante da minha realidade, que nem dá pra dizer que é um ser humano comum.

E isso é o mais incrível das mídias sociais! Saber que o William Bonner gosta de ser chamado de “tio” no Twitter, que o líder de Marketing e Comunicação da IBM Brasil é jardineiro nas horas vagas (informação apresentada em seu perfil num famoso blog sobre gerações) ou mesmo saber que o seu chefe, aquele com cara de durão, posta fotos do churrasco do fim de semana passado em seu perfil no Orkut.

Internet é mais do que conectividade, é humanização! Até me arrisco a dizer que isso virou estratégia de negócio, depois que acompanhei toda a desenvoltura da campanha eleitoral de Barack Obama e a imagem que foi criada dele.

Considero a Geração Y muito sortuda por poder vivenciar essa transformação na forma de tratamento entre as pessoas. Nos denominam “geração carente”, com pais super ocupados e chefes que gostaríamos de ter como “quase pais”, mas a verdade é que todas as gerações estão se beneficiando com essa nova onda. Os mais desconfiados custam a acreditar na simpatia e humildade exposta por alguns, mas de uma maneira geral, o mundo parece estar menos tenso nas suas relações e dando uma folga para as máscaras sérias que antes davam a conotação de respeito e autoridade.

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Sobre o autor:

Beatriz Carvalho é estudante de Relações Públicas e worklover assumida. Acredita na comunicação e no relacionamento como estratégia agressiva de negócio, por isso atua há 3 anos com pós-venda. Carimbou em fevereiro de 2010 seu passaporte rumo às discussões do Minha Carreira.
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Comentários

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  • Angelina Uesato em 22 de abril de 2010 às 10:02

    Legal o post,

    isso mostra um fato também interessantes que até discuti na academia que é: usarmos as mídias e os meios de comunicação para falarmos com os parentes.

    Dividir o apartamento com um irmão e receber por email as despesas divididas, estar no quarto conectado e conversar com o irmão por mensagem instântanea para não sair gritando pelo apê.

    Com o avanço da tecnologia quem está disposto a criar um perfil em Orkut, Twitter e demais redes sociais está contribuindo um pouquinho para que as outras pessoas o conheçam.

  • [...] Continue lendo aqui. [...]

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