Até que a morte os separe
por Bruno Mascarenhas em 29/03/2010 na categoria Carreira e Comportamento
Esse mês publicamos aqui no Minha Carreira um artigo um pouco polêmico falando sobre a suposta comodidade nas repartições públicas.
A sensação de estabilidade e garantia de emprego não é oriunda apenas do serviço público. Esse sentimento pode ser maravilhoso, mas pode gerar consequências significantes para a carreira e para a própria organização. Tenho visto muitos empregados de empresas privadas se sentindo em uma “zona de conforto”. Arrisco-me a dizer que não são poucos.
Estes profissionais deixam de buscar novos conhecimentos, pois geralmente não estão envolvidos em desafios que envolvam riscos, que são os principais responsáveis pelo desenvolvimento da capacidade de reinvenção, inovação e de geração de idéias.
As novas formas de interação entre as pessoas, principalmente com a inserção das redes sociais nas organizações, estão aproximando as nações e derrubando, a cada dia, mais fronteiras. Os homens criam novas pontes, novos trens que viajam a centenas de quilômetros por hora, novos caminhos, perfuram o fundo do oceano, estabelecem novas rotas, desenvolvem novos motores de avião, criam super máquinas, desenvolvem novas formas de comunicação e novos meios de interação.
Diante disso, as organizações também se aproximam… Inclusive a concorrência! Empresas estrangeiras aparecem a cada dia no mercado brasileiro, procurando seu “lugar ao sol”. Sendo assim, não podemos adotar uma postura passiva e ficarmos em nossa zona de conforto esperando o concorrente desenvolver novos produtos e serviços melhores que os nossos – conquistando nossos clientes.
O profissional acomodado parece “casado” com sua empresa. Imagino que devem pensar: “Até que a morte nos separe”. O que não notam é que a “morte” está a cada dia mais próxima! Principalmente se não movermos nossos esforços para criar novas soluções, adotarmos práticas mais eficientes e eficazes de produzir nossos produtos ou serviços.
Não procuro pregar que a “instabilidade” é a solução. Mas existem aspectos da “estabilidade” que podem afetar os mais acomodados. Considero que um ótimo profissional é aquele que se sente desconfortável com a mesmice, com os mesmos resultados e processos, que tem vocação para desafios. Esse profissional está sempre em busca de melhoria (O bom e velho “Kaizen”), pratica o brainstorming com sua equipe, personaliza seus serviços e produtos para atender aos (cada vez mais) exigentes clientes.
Se você está se sentindo confortável com a situação atual, é bom começar a se preocupar! Enquanto fica aí parado, os concorrentes estão batendo na porta do seu cliente com boas novidades. Nada de “até que a morte nos separe”, trate de encantar seus clientes novos e antigos, seus colegas de trabalho e todos à sua volta. Não espere a atitude partir dos outros, ela deve vir de você! É hora de agir!
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