A hora do cafezinho

por Paula Carina em 25/03/2010 na categoria Comportamento e Gestão

A hora do cafezinho

Atualmente, ouve-se falar cada vez mais que a interação, conversa informal e troca de experiência entre os colaboradores de uma organização é uma forma muito eficaz de compartilhamento de informação e conhecimento.  E será que existe oportunidade melhor e mais simples para essa interação do que a hora do cafezinho? Para os que não tomam café como eu, pode ser também a hora do suco, chá e até mesmo da fruta como algumas organizações já propõem!

Esses momentos caracterizam-se como oportunidades informais para as pessoas se conhecerem tanto pessoalmente quanto profissionalmente. É nessas ocasiões que comentamos sobre um projeto que queremos colocar em prática, um curso que participamos e podemos também encontrar pessoas com os mesmos interesses e afinidades.

Há alguns anos as conversas nos intervalos do trabalho eram fortemente reprimidas na maioria das organizações. Pouco a pouco essa visão tem se alterado e, em muitas empresas a copa é instalada em lugares estratégicos, justamente para incentivar a conversa e troca de experiência. Essa iniciativa já faz parte das práticas de gestão do conhecimento.

É claro que ainda hoje existem muitos gerentes que se posicionam contra e afirmam que não passa de um momento ocioso. Em alguns casos, se um funcionário passa mais que cinco minutos na copa, por exemplo, ele pode esperar um olhar torto de condenação vindo diretamente da sala do chefe.

No serviço público, onde ainda impera a fama de “matar trabalho”, o preconceito com relação a hora do cafezinho também existe, não só por parte dos gestores como também das pessoas de fora desse tipo de organização. Não se espera que os funcionários fiquem uma hora tomando café e jogando conversa fora, é preciso ter coerência. Mas, sabe-se que muitas vezes 15 minutos gastos em uma conversa informal, no intervalo do trabalho, podem trazer a resposta para aquele problema que você não conseguiu solucionar em duas horas na frente do computador.

Essas conversas informais acontecem tanto dentro das organizações como fora, durante um evento, por exemplo. Após uma conversa de alguns minutos logo vem a troca de cartões que poderá resultar em uma parceria lucrativa para ambos e, nesse caso, o funcionário e a empresa saem ganhando!

Eu já tive boas ideias, aumentei minha rede de contados e fiz boas parcerias que resultaram de alguns minutos na copa, tomando meu chazinho e trocando algumas palavras com colegas que estavam ali, ao meu lado. Eu nem podia imaginar que de uma simples conversa chegaríamos tão longe juntos.

E você, já teve alguma experiência como essa? Como você enxerga a hora do café na sua organização?

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Sobre o autor:

Paula Carina é bibliotecária, gestora da informação e mestranda em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação. Atua como bibliotecária na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e presta consultoria informacional em diversas áreas. Escreve no Minha Carreira sobre Geração Y e Carreira Pública, desde abril.
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Comentários

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  • Rozenildo em 25 de março de 2010 às 10:19

    A hora do cafezinho é realmente muito importante para conhecermos os nossos colegas de trabalho e adquirirmos novos conhecimentos por meio da visão dos outros funcionários da empresa (acharia muito importante se cada chefe enxergasse isso e participasse mais desse momento) e é, também, muito útil para recarregarmos a nossa energia que é gasta em horas de concentração no trabalho. Uns minutos na copa, desviando-se das tarefas que nos é incumbida, faz, com certeza, o rendimento profissional ser maior. Diria que esses minutos não são perdas, e sim, investimento.

    • Paula Carina em 27 de março de 2010 às 0:18

      Muito obrigada pelos comentários! Fico feliz com o feedback de vocês e, principalmente, em saber que muitas pessoas aproveitam esses momentos de conversa descontraída para aumentar a sua rede social, conhecer novas pessoas, interagir e também relaxar, por que não? Bem lembrou o Guilherme que nessas ocasiões estabelecemos relações pessoais também!
      Bia, nunca tinha ouvido falar sobre entrevistas em cafés, gostei da idéia!

      Abraço a todos!

  • Robson Garcia Formoso em 25 de março de 2010 às 15:24

    Grande Paula, concordo com você em número, gênero, cor e cheiro. Informalidade nas conversas na hora do cafezinho já me ajudou não só a resolver problemas, mas a encontrar melhores oportunidades para a minha carreira. Também é bom lembrar que o café tem sua parte nessa maravilhosa hora, o café nós ajuda a ter mais concentração no trabalho. Daqui a pouco vamos ver a volta dos “Barões do Café”.
    Imagina uma entrevista para um emprego onde o contratante pergunta:
    Contratante: – Qual era a sua função?
    Aspira: – Bem, eu era gestor geral do departamento de Cafezinho.

    Parabéns.

  • Daniel em 25 de março de 2010 às 16:17

    Parabéns Paula!
    Realmente existem empresas que vêem a hora do cafezinho como matar trabalho, principalmente em empresas onde a eficiência do profissional é medida por produção, normalmente em indústrias. Já trabalhei em uma metalúrgica e mesmo não atuando no chão de fábrica, pois eu era analista de suporte, os gerentes encaravam as paradas de qualquer funcionário de forma ruim. Nestas paradas fiz amizade com um gerente que pensava diferente e mantenho contato com ele até hoje, mesmo não trabalhando mais na mesma empresa.
    Atualmente trabalho como programador e sei como 5 minutinhos na copa fazem diferença no meu dia!
    Novamente parabéns!
    Abraços!

  • Gabriela em 26 de março de 2010 às 10:08

    Oi Paula. Concordo eu também sou uma das que não toma café , mas adepta ao cházinho (que não seja estimulante, por que tenho problemas pra durmir). A hora do café é bem visto aqui na empresa. Lógico onde junta muita mulher pode ocorrer também a famosa fofoca. Mas é um horario descontraido onde outros setores acabam se reunindo para trocar “figurinha” de diversas coisas. Estes dias mesmo na minha aula de pós gradução em assessoria de Comunicação, debatiamos sobre isso. Que a hora do café pode e deve ser utilizada como uma ação de comunicação. Até mesmo porque nesses horários o funcionário está livre de qualquer obrigação de falar apenas de trabalho o que lhe deixa mais apto a receber informações e analisá-las sem pré jugar de forma precoce.
    Adorei o texto. Bem real!

  • Alexandre Silva em 26 de março de 2010 às 12:56

    Paula, acho extremamente importante ter um momento para relaxar durante o horários do expediente, estes 15 min pode ser no cafezinho ou com um bom bate papo com um colega, são estes momentos que nos aparecem os melhores insights.
    Parabéns!
    Alexandre Silva

  • Guilherme Tossulino em 26 de março de 2010 às 14:52

    É na hora do cafezinho que você descobre as pessoas que estão por trás dos profissionais. É nesse momento que você interage com os outros núcleos e busca através do bate-papo informal uma aproximação, que poderá gerar resultados profissionais e, quem sabe, também pessoais. ;)

  • Beatriz Carvalho em 26 de março de 2010 às 19:14

    Vale acrescentar a nova onda de entrevistas de emprego em Cafés. Já passei por umas três e gosto desse formato. Me sinto mais a vontade, o entrevistador também não fica com todo aquele ar de seriedade e nem por isso o papo deixa de ser profissional.

    Parabéns pelo texto!

  • Suzana zulpo Pereira em 26 de março de 2010 às 22:28

    Concordo plenamente com você Paula.
    A hora do cafezinho é o momento do ócio criativo que todos precisam.
    Com certeza não precisa ser o cafezinho o motivo da parada, o que importa é a reunião descontraida das pessoas que leva a muitas descobertas preciosas.
    Parabéns por mais um texto!!!

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