Que tal uma Copa e uma Olimpíada no currículo?

por Guilherme Tossulino em 22/03/2010 na categoria Carreira e Planejamento

Que tal ter uma Copa e uma Olimpíada no currículo?

No Brasil, quando falamos em 2014 e 2016 facilmente lembramos dos dois eventos mais importantes do cenário esportivo mundial, a Copa do Mundo da FIFA e as Olimpíadas (de verão). Com datas marcadas respectivamente para 2014 e 2016, os dois acontecimentos serão para os jovens e, em especial, para a Geração Y, um celeiro de oportunidades de crescimento profissional e aprendizado.

Os dois eventos vão mexer com o Brasil nos próximos anos. O país será cada vez mais o centro das atenções e se souber aproveitar será a hora de acelerar o crescimento em infraestrutura, melhorar a segurança pública e o saneamento básico, estruturar a educação, investir em tecnologia, aumentar a qualidade de vida e evoluir em inúmeros outros aspectos.

Embora tudo isso pareça um caminho lógico e natural, não é. O sucesso e resultado desses eventos dependem muito da preparação dos brasileiros. Quando falo “brasileiros”, não me restrinjo apenas aos governantes desse país, que terão grandes responsabilidades nessa empreitada. Refiro-me aos adultos, jovens, homens e mulheres que fazem a economia de uma nação funcionar, ou seja, a mão de obra.

Será que os profissionais brasileiros estão preparados para tudo isso? E será que nós, jovens, estamos nos planejando e preparando para crescermos profissionalmente e aproveitarmos as oportunidades desses que 2014 e 2016 vão proporcionar? No Brasil, ao mesmo tempo em que ouvimos sobre “apagão de mão de obra” ouvimos sobre desemprego. Soa estranho, mas é a realidade. O que acontece na verdade é que, com o aquecimento da economia e do mercado, faltam profissionais qualificados e competentes para assumirem cargos de liderança e papéis de destaque nas organizações. Imagine daqui há um ou dois anos.

Com a Copa e as Olimpíadas essa necessidade por profissionais qualificados será ainda mais evidente. Por isso, o planejamento da carreira torna-se essencial para que possamos enfrentar com competência os desafios que estão por vir. Se o brasileiro não estiver preparado, o conhecimento será importado. Então virá o americano, o inglês ou o alemão e as empresas serão obrigadas a contratá-lo, por falta de opção e garantia de qualidade.

Portanto, não perca tempo. Como um atleta que se prepara para os jogos, planeje seu futuro e procure unir a experiência profissional com uma boa preparação. Estude, pesquise, especialize-se, faça uma pós-graduação e aprenda uma outra língua. Qualifique-se. Quem estiver capacitado certamente terá oportunidades e poderá ter no currículo uma Copa do Mundo e uma Olimpíada. Que tal?

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Sobre o autor:

Guilherme Tossulino é bacharel em Sistemas de Informação e pós graduando em Gerenciamento de projetos. Atualmente atua como coordenador de TI no Instituto de Estudos Avançados (IEA) em Florianópolis e é um dos fundadores do Minha Carreira. Escreve seu blog pessoal (www.tossulino.com) e também faz presença no twitter no @tossulino.
  • http://br.linkedin.com/in/ticarsil Tiago C Silva

    Quando eu leio esse tipo de notícia me arrepia pelo fato de que não sei qual caminho seguir para melhor aproveitar essas oportunidades. Sair da empresa onde estou? Abrir meu próprio negócio? Como aproveitar? A geração Y, no qual estou incluso, sabe das oportunidades, mas nos falta uma orientação de como consegui-lás. Uma vez identificadas, saiam da frente, porque vamos até o fim.

  • Leandro

    Acredito que não há um grande número de pessoas não qualificadas no Brasil,pois existe muita gente boa e qualificada disponível no mercado que não foi descoberta pelas empresas,o que as organizações deveriam fazer é estimular seus funcionários para obter o nível de qualificação que eles precisam,seria bem mais fácil do que procurar um profissional completo 100% que a empresa procura,e isso é bem difícil de encontrar, mas isso requer investimentos e como toda empresa,a diminuição de gastos fala mais alto, mas depois não reclamada falta de talentos no mercado,será que eles não enxergam isso?

  • http://www.tossulino.com Guilherme Tossulino

    @Leandro,

    Conheço muitas empresas com vagas em aberto, mas sem pessoas qualificadas para ocuparem-as. Isso ocorre com mais frequência em cargos técnicos na engenharia e agora também na tecnologia da informação.

    Falo dessas áreas porque vivencio com mais frequencia, no entanto acredito que aconteçam com outras proporções em outros ramos.

    Se existem vagas, pagando bons salários e com ótimas perspectivas, e os profissionais bons desconhecem isso, talvez precisem melhorar o networking ou então flertar com o mercado em busca de novos desafios.

    Um abraço.

  • Allan

    Em algumas atividades acredito que existe um dogma de que não há mão de obra qualificada, mas a verdade é que as vezes existe mão de obra de qualidade mas as empresas, principalmente as pequenas e médias, não estão dispostas a remunerar bem este profissional. É bom ressaltar que educação no Brasil custa caro e que exige certo investimento por parte do profissional e que nem sempre o salário proposto compensa o investimento feito. Pelo mesmo motivo acho que é muito difícil as empresas trazerem profissionais de fora devido a qualidade dos profissionais Brasileiros, visto que não tem as vezes condições de pagar pelo nível de qualidade exigido. Em resumo, não dá para comprar Caviar pelo preço de mandioca.

  • http://www.brunomascarenhas.com.br Bruno Mascarenhas

    Ótimo post! Também tenho esse receio, porém, não é ligado apenas aos eventos citados, mas sim, ao fato de conseguir aproveitar esses dois eventos e conquistar algo sustentável que se mantenha mesmo depois de 2016. O grande desafio não é só saber aproveitar essas oportunidades, é também encontrar maneiras de tirar proveito desses eventos para sobreviver na ausência deles. Adorei a reflexão!