Experiência Profissional X Idade

por Beatriz Carvalho em 19/02/2010 na categoria Geração Y

Experiência Profissional x Idade

Acredito que um dos maiores desafios que impulsionam a Geração Y é o de conseguir quebrar paradigmas. Com nossa perspicácia e insistência, pouco a pouco vamos construindo o mundo sob uma nova ótica. Vocês já pararam pra pensar quantos costumes (ou vícios para os mais radicais) conseguimos alterar no ambiente profissional? Estamos repaginando o mercado de trabalho.

Aqueles que já passaram pela experiência de tentar modificar um cenário que se mantém estável há tempos sabem o que vou relatar, pois é preciso saber provar nosso valor e competência para assumir a responsabilidade de tal mudança, mesmo com a pouca idade. Justamente neste ponto nos deparamos com mais um paradigma a ser quebrado: Por que ainda existe esta alusão à maturidade (no sentido propriamente digo de “mais idade”) como fonte de confiança e competência?

Costumo dizer que na vida precisamos pagar certos pedágios para ter acesso a determinados tipos de coisas ou oportunidades. Escola, Graduação, Pós-Graduação e assim por diante, são nossos carimbos de acesso ao mercado de trabalho. Mas como toda evolução nos trás sempre novos olhares e descobertas, hoje em dia o processo de capacitação do profissional esta se iniciando cada vez mais cedo e jovens profissionais já começam a dar as caras e se adiantarem em suas pretensões.

É neste ponto que, inevitavelmente, encontramos um conflito de gerações, e para saber lidar com esse tipo de conflito é preciso ter voz ativa, munir-se de informações, analisar comportamentos que te ajudem a nivelar, de igual pra igual, um diálogo com um profissional que está a mais tempo no mercado. Na era do fácil acesso ao conhecimento, a informação tornou-se banal, e diferenciados são aqueles que conseguem vender diariamente sua capacidade de fazer os outros acreditarem em você. E isso virá com o esforço e não com a idade.

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Sobre o autor:

Beatriz Carvalho é estudante de Relações Públicas e worklover assumida. Acredita na comunicação e no relacionamento como estratégia agressiva de negócio, por isso atua há 3 anos com pós-venda. Carimbou em fevereiro de 2010 seu passaporte rumo às discussões do Minha Carreira.
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Comentários

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  • Alexandre Silva em 19 de fevereiro de 2010 às 21:19

    Bia (posso te chamar assim?)
    Achei este texto muito bom, isto é um conflito que está acontecendo todo dia em várias empresas. Como tratar? Postura é a palavra, com diplomacia você entende tão bem ou até mesmo mais que o profissional mais velho.

    Parabéns!

    Abs,
    Alexandre Silva

  • Iúri em 20 de fevereiro de 2010 às 0:42

    Olá Beatriz,

    Parabéns pelo texto, reflete bem a realidade dos novos ingressantes no mercado de trabalho que tentam, de alguma forma, modificar (para melhor) algumas coisas dentro das empresas.

    O que mais já ouvi foi “sempre funcionou assim, por quê mudar?”. Mas, aos poucos, fui ganhando meu espaço e conseguindo quebrar essa postura, mas tive que ter muito jogo de cintura.

    Abraços.

  • Robson Garcia Formoso em 21 de fevereiro de 2010 às 23:33

    Beatriz,
    Concordo quando vc referencia a dificuldade que pessoas novas na empresa tem para trazer novas e boas ideias. Porém, nem sempre nossas ideias são as melhores, ser podado pela empresa por uma ideia que tem uma propabilidade muito alta de risco e com impacto grande é normal. Temos que olhar para essa “rasteira” como um aprendizado. É normal a gente defender uma coisa que temos certeza de 100% (que as vezes não é), mas nem sempre vamos ter as melhores ideias, vamos errar. Afinal, é assim que aprendemos. Errando!
    Vejo uma quebra de paradigma na forma de trabalhar o erro (aprendendo) e não em sempre ter sua ideia aceita.
    E o que me da medo é saber que com nossa perspicácia e insistência podemos acabar gerando problemas implantando e aprovando ideias erradas. Nossas ideias devem ser aceitas pela grandeza da criatividade e inteligência empregada nela. Precisamos ser competentes.

    Abraços.

  • Kerber em 10 de março de 2010 às 16:50

    Achei fundamental o que você colocou sobre ter voz ativa e vinculando isso a “munir-se de informações, analisar comportamentos que te ajudem a nivelar”. Tendemos a dar mais importância aos fatos do que às opiniões.

    Todavia, existe algo que só se consegue com o tempo, não tem jeito, é um talento desenvolvido ao longo dos anos, a intuição.

    O problema é que a intuição é uma resposta sem pergunta, provavelmente fruto de cálculos inimagináveis realizados no subconsciente da pessoa (que armazena todas as nossas experiências), muito difícil de fundamentar. A sacanagem é que ela costuma estar certa.

    Ao debater com um profissional mais experiente e ele parecer insistir em um ponto sem uma justificativa plausível, vale a pena investigar com ele se não se trata de uma intuição. Investigando, poderá ser possível destrancar a memória que está gerando aquela intuição e descobrir que existem fatores os quais vocês não estavam considerando.

    É por isso que combinar esses dois profissionais dá ótimos resultados, claro, se o Y tiver paciência e o whatever tiver humildade.

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