Sentando na cadeira do chefe

por Diego Homem em 01/02/2010 na categoria Comportamento e Geração Y

A Geração Y é conhecida por sua personalidade dinâmica e também desafiadora, mantém-se informada e atualizada sobre o que acontece ao seu redor, tendo sempre uma opinião ou sugestão quando perguntada (às vezes nem precisa perguntar) e é em muitas empresas observada com certa desconfiaça por aqueles que ocupam cargos de gerência. Mas o que acontece quando um membro dessa geração alcança um cargo de liderança? Será que sabemos utilizar nossas características para melhorar o desempenho, ambiente de trabalho e moral do time que coordenamos?

Um time (ou área, setor, departamento) pode ter sua composição bem variada dependendo do ramo de atuação da empresa, mas não é difícil encontrarmos times mistos, com membros de diferentes gerações. Saber coordenar as diferentes formas de encarar o trabalho é uma habilidade difícil de dominar, mesmo para os mais experientes.  Olhemos algumas das características da Geração Y e como elas podem ser empregadas ou até mesmo amenizadas:

  • Dinamicidade: absorvemos rapidamente novas ideias e conceitos, porém nem todos pensam assim. Devemos aprender a embasar as razões para a adoção de novidades e nos prepararmos para explicar o porque da mudança, enfim essa característica pede outra didática.
  • Desejo de aprender: acreditamos que através do auto aperfeiçoamente chegaremos mais longe. Mas e se alguns de seus colaboradores não pensarem assim? Demonstrar o valor de continuar sempre aprendendo é uma obrigação. Embora não ter desejo de ir mais longe não seja crime algum, podem haver bons empregados mais interessados em suas atividades particulares do que na carreira e saber identificar essas opções de vida e entende-las exige respeito.
  • Vida Digital: computadores, celulares, internet e toda novidade tecnológica é um mundo novo que descobrimos. Nem todos conseguem acompanhar esse ritmo, podemos e devemos mostrar as novidades, explicando porque são melhores, mas não podemos cobrar que todos demonstrem a mesma vontade que nós. Devemos demonstrar compreensão.
  • Multitarefas: se você consegue fazer diversas atividades ao mesmo tempo sem perder o foco, ótimo! Mas compreenda que nem todos tem essa capacidade, delegue tarefas de forma adequada e clara não demande multiplas tarefas daqueles que não conseguem executá-las. Tenha bom senso.
  • Trabalho em equipe: se antes éramos um dos membros mais participativos agora também precisamos ser motivadores, descobrir gostos e identificar a personalidade dos colaboradores se faz imprecindível, portanto esta é uma habilidade que precisamos desenvolver para alcançarmos os melhores resultados.
  • Desafios: um dos motivos que regem nossas carreiras, perceber e encontrar novas motivações para cada membro para ajudá-los a alcançar seus objetivos é um desafio e tanto, identificar os marcos e limites de cada um pode ser uma longa jornada, e ela requer paciência.

Sentar na cadeira do chefe é uma experiência ótima e que se bem aproveitada por essa geração poderá gerar grandes líderes. Cabe a cada um encará-la de frente, com a coragem e humildade de quem sabe que quanto mais aprende menos sabe.

E você, o que faria se sentasse na cadeira do chefe?

Leia também:

  1. Tenho um chefe. E agora? Muito se fala e se escreve de como ser um...
  2. Você sabe o que seu chefe tem de bom? Falar mal do chefe já virou rotina pra muita gente....
  3. Geração sob pressão, você aguenta ou estoura? “Tenho de render mais”, “Preciso aprender a fazer isso”, “Tenho...
  4. Alunos Clientes Normalmente quando escrevo meus artigos não menciono nomes de pessoas...

Tags: , , , ,

2º Prêmio BlogBooks! Nosso blog pode virar um livro. Vote!

Sobre o autor:

Diego Homem é bacharel em Design Gráfico pela UFSC e trabalha na Flip Media em Dubai como Arquiteto de Informação e Coordenador Criativo, sendo um dos fundadores do Minha Carreira.
3

Comentários

Acompanhe os comentários desse post e assine o Feed RSS.
  • Paula Carina em 8 de fevereiro de 2010 às 23:21

    Já ouvi muitas pessoas dizerem que se queremos conhecer uma pessoa devemos colocar o poder em suas mãos. Acredito que para “sentar na cadeira do chefe” é preciso estar preparado e estar ciente disso. Gostei muito das suas dicas.
    Abraço!

  • Prof. Haroldo Lemos em 13 de fevereiro de 2010 às 23:45

    Prezado Diego, excelente texto e penso que , agora,tenha compreendido o que é “geração Y”. Mas, devo alertar para o perigo dessa “velocidade” descambar para uma arrogância tpicamente juvenil. Senão vejamos: “Vida Digital- podemos e devemos mostrar as novidades, explicando porque são melhores”. Quem disse que são? Só como exemplo: a sociedade Médica dos EUA (o CRM de lá)criou recentemente um núcleo de estudos para peneirar tanta informação obtida de tanta tecnologia, que gera uma grana fenomenal, mas que, clinicamente, de nada adianta e confunde e prejudica médicos e pacientes (muitas das informações são absolutamente inúteis).Além de aumentar sobremaneira os custos de um sistema de saúde altamente moderno…e absolutamente falido! Hoje, é a razão maior para o declínio da popularidade do Sr. Obama. E sobre os ítens “Trabalho em equipe” e “Desafios”, até psiquiatras, psicólogos e psicopedagogos não não se atrevem a tanto. A não ser no decorrer de um longo e criterioso procedimento terapêutico. Afinal, carísimo, nenhuma tecnologia supera um cérebro que custou cerca de dois milhões de anos de evolução e que, de tão perfeito, não muda há outros 200.000.
    Mas o texto é muito esclarecedor, parabéns.

  • Jose Jayme dos Santos em 17 de março de 2010 às 12:16

    Ja tive um problema no passado com isso, nao soube aproveitar bem as qualidades da minha geracao e fui desligado de um posto de gerencia recem conquistado em uma empresa. Apos dois anos ocupando funcoes de supervisoria e coordenadoria, voltei ao posto de gerencia em uma nova empresa, mais amadurecido e mais consciente das minhas responsabilidades e de como aplicar estas qualidades em beneficio da minha funcao.

Deixe um comentário

Acompanhe os comentários desse post e assine o Feed RSS.

* Obrigatório

* Obrigatório, mas não será publicado