Equacionando gerações
por Danielle Abade em 05/01/2010 na categoria Geração Y

A Geração Y e seus efeitos têm sido pauta de inúmeros artigos recentes. Sua presença é notória. A nova turma que está chegando aos escritórios de pequenas à grandes empresas tem revolucionado o mundo corporativo. Seus desejos e planos para a carreira são novidades. O ritmo de trabalho não é o mesmo, as políticas do RH e a divisão de tarefas também não. E todos estes quesitos sofrem influência, em maior ou menor grau, da quantidade de “seres Y” presentes no ambiente.
Há quem defenda as características marcantes destes jovens e declare que sua personalidade tem muito a agregar ao cotidiano organizacional. Por outro lado, há quem insista em disseminar certo terror ao construir a imagem da entrega do mundo nas mãos desses “futuros líderes”. Não pretendo defender a primeira ou a segunda opinião, mas meu objetivo agora é alertar para a banalização do rótulo que tem se tornado o termo Geração Y.
É plenamente perceptível que os jovens são marcados pela euforia e o imediatismo, mas há que se notar que uma parcela desse público tem se autoconscientizado dos efeitos oriundos de tal comportamento e se concentrado na tarefa desafiadora de unir o que os Baby Boomers têm a ensinar e as lacunas que nós, enquanto Geração Y, temos a preencher. Não há como negar que a nossa sede por feedback e resultados instantâneos seja exacerbada, mas quero dar relevância para aquilo que não tem sido pauta: a oportunidade de união entre o que é Boomer, X e Y e o potencial disponível para essa conexão.
Não há porque insistir na prática do rótulo, negando uma base realmente construtiva ao debate. A discussão precisa ser encorajada, mas não como forma de obter um julgamento autoritário e uma verdade absoluta. Acredito que os Baby Boomers, os X e os demais trabalharão para orientar a geração dos pós 1980. Carecemos de orientação, de cuidado, feedback e de sermões também, por que não? Além de evitar modismos, é preciso extrair e integrar o que há de bom nesse choque de gerações. Não há grupo certo ou errado, há a possibilidade de inovar com a união do melhor de cada um. Se for importante que os precursores da geração Y percebam com notoriedade a presença destes, mais relevante ainda deve ser a auto-percepção e desenvolvimento real por parte dos Y. Só assim algo inteiramente construtivo poderá vir à tona.
Quanto mais se discutirem os verdadeiros legados dessas gerações, menos o modismo será o centro e os rótulos serão abolidos. Há de se promover a integração de qualidades e a conscientização do que deve ou não deve ser encorajado como prática. Podem apostar que uma considerável parte dessa Geração Y tem potencial e está disposta a ser positiva neste cenário inconstante, como ela, do universo corporativo. É necessário equacionar todos esses X, Y e ainda acrescentar um Z positivo no resultado. Espero, francamente, que mais Boomers estejam interessados no diálogo sincero e eficiente. Não viemos para substituir. Viemos para aprender, integrar, suprir. Contudo, precisamos de um norte e de pessoas experientes dispostas a indicá-lo.


Bom bom!
Danielle,
Parabéns pelo post, que seja o primeiro de muitos.
Concordo muito com seu ponto de vista e acho que devemos combater o rótulo e mostrar nossas qualidades com trabalho e exemplo.
Nossa! Otimo post, parabéns Danielle.
Muito bom! Realmente os rótulos são exagerados e mais que qualquer outro tempo, incomodam todos nesta nossa sociedade que, de tanto estar padronizada, valoriza muito mais a personalização e a individualidade.
Creio que a única utilidade para os nomes das gerações continuem sendo a provocação para a reflexão sobre as diferenças e a necessidade de promover a integração, aproveitando as vantagens de uma geração nas demais. Isto é evoluir.
Mas usando o espaço para mais alguma provocação, li em um post recente, uma série de nomes adcionais para a Geração Y, tais como:
Millennials, Geração Me, Generation Why, Generation.com, Wired Generation, MyPod Geração, Baby Boomlets, Echo Boomers, Boomerang Geração, Next Generation e Geração “Você já abraçou seu filho hoje”.
Este último é ótimo!
Dani, lido diariamente com o que chama de geração Y e em alguns momentos eu vejo alguns exageros em termos de imediatismo, mas acho que é natural em função da maturidade profissional.
Concordo totalmente com você, acho que a união da geração Y com as demais é formarão uma empresa estruturda e antenda nas tendências.
Ótimo artigo. Lhe convido para enviar um artigo para que possamos peublicar em nosso Blog – Guess Post, topa?
Ótimo post Danielle. Por que é tão difícil buscar a troca em ambientes corporativos. As pessoas precisam parar de viver em uma disputa constante, com medo da substituição.
Profissionais seguros e que conhecem seu próprio potencial devem buscar a integração e compartilhamento. Essa prática entre pessoas de gerações diferentes tem um grande potencial!
Parabéns e seja bem-vinda!
Muito bom o texto, parabéns.
Considerações iniciais: Não discordo da idéia do post, mas da estratégia de conseguir o sucesso.
Eu li algumas vezes esse texto, assim como outros também, e sentimento de mudança é o que mais me marcou.
Vamos olhar para a história. Passamos por várias eras e acredite se quiser, ficamos 30 mil anos na era agrícola. Muita coisa, você não acha? Agora, vocês acreditam mesmo que os filhos de agricultores nascidos em tempos modernos mostraram suas qualidades no trabalho agrícola e conseguiram mudar os conceitos da sociedade nos levando para outra era? Não! A máquina a vapor é quem foi responsável por esse fato, ela quem possibilitou a chegada de uma nova era chamada “era industrial”. Com a chegada das máquinas a valor, a sociedade foi obrigada a se adaptar a nova tecnologia. O sistema capitalista se tornou infinitamente mais lucrativo e quem não tinha uma dessas beldades da tecnologia em sua sala de estar, trabalhava pra quem tinha. Conclusão: Tivemos que ter um grande acontecimento (quase épico) para passar de uma era para outra.
Logo, eu pergunto. Que grande acontecimento deve surgir para que a geração Y seja incorporada na sociedade como algo normal e não como uma idéia de jovens nascidos a partir de 1978. Máquina a vapor não vale, essa já foi.
Me sinto a vontade para chutar. A Era do Conhecimento esta batendo em nossa porta. Como serão os profissionais em um era onde o capital é o conhecimento?
Texto muito bom. Acredito que pode haver um grande benefício para as empresas que conseguirem trocas de experiências. Mas seja devido aos rótulo ou a convivência diária com membros desta nova geração se depara com pontos possitivos e também muitos pontos negativos, onde se faz necessário um aprofundamento do assunto. Inclusive como esta geração trata quem já vem a algum tempo organizando e estruturando as empresas para que os mesmos encontrem um terreno sólido e cheio de perspectivas profissionais positivas.
Inevitável a rotulação, pelas características marcantes dos Y. Importa é ser e fazer, os rótulos cairão por si face aos bons resultados que surgirem. A preocupação com o rótulo não pode freiar o ânimo, ainda que casado com o imediatismo. Importa conviver aprendendo com as gerações anteriores, como forma de criar um presente mais fértil de conquistas. O rótulo não pode ofuscar as características Y, principalmente pela emoção que levam ao ambiente de trabalho. Ah,a geração y não é apenas uma idéia de jovens, já é uma parte da sociedade de trabalho. Está inserida na diversidade social.