Quais são os seus pontos fracos?

por Mari Coimbra em 17/11/2009 na categoria Carreira e Geração Y

Quais são os seus pontos fracos?

Crescer possui inúmeros significados: pode significar ganhar alguns centímetros (pra cima ou para os lados), desenvolver-se física e psicologicamente, fazer 18 anos, ou 21, 25, 30….

Para mim, crescer envolve um pouco de tudo isso, é amadurecer através das nossas decisões e suas consequências, dos nossos fracassos e vitórias. É entender que, por pior que seja a frustação, dali se absorve uma lição. Falo isso porque nós, Geração Y assumidos, somos mimados e não somos muito amigos da tal da frustação.

Tenho uma amiga que costuma dizer que somos a geração dos troféus, porque fomos acostumados a receber recompensas por simples participações. A maioria de nós nunca precisou chegar em primeiro lugar ou ser o melhor da turma para receber uma medalha.

Não cabe aqui discutir o que levou nossos pais a nos criarem assim – até porque esse seria um excelente assunto para outro post. Entretanto, devemos refletir acerca das consequências desse tipo de atitude em nossa formação.

Hoje somos rotulados, estudados, amados e odiados por muitos. E por mais que eu acredite que devemos tentar diminuir o gap entre as gerações, ainda vejo intolerância, teimosia e pré-conceitos vindos de todos os lados.

Muitos não entendem que o mundo dos troféus sem exigências, que o reconhecimento e o elogio por um desempenho mediano só existe dentro da nossa casa! Por mais dolorosa que essa verdade possa parecer, precisamos enxergar que não é porque nossos pais cedem aos nossos questionamentos que podemos exigir que isso aconteça no mercado de trabalho.

É preciso crescer! Entender que nem todos ganham troféus e que o “super ego” adquirido com os elogios incessantes de nossos pais deve ceder lugar à humildade de receber uma crítica e de assumir que estamos apenas chegando em um lugar ainda desconhecido, somos calouros em um mercado muitas vezes cruel e sempre realista.

Também é preciso parar para pensar que, de agora em diante, os troféus serão destinados àqueles que demonstrarem competências específicas, entregarem resultados e cumprirem metas ambiciosas. Os troféus serão destinados àqueles que fugirem da mediocridade e passarem a “dirigir a sua carreira” como disse meu amigo Bruno em seu post aqui no MC.

Culpar X, Y ou D por um fracasso é se negar a crescer, é deixar de enxergar pontos que devem ser desenvolvidos, é, enfim, boicotar seu próprio desenvolvimento, perdendo oportunidades únicas de se tornar um profissional melhor.

A chave para uma carreira de sucesso ou mesmo para a aprovação em um processo seletivo está na sua capacidade de buscar a autocrítica, aprender com as experiências (sejam elas boas ou más) e, principalmente, entender que críticas, quando construtivas, são melhores que elogios, quando gratuitos.

Podemos concluir que crescer é enxergar essa linha tênue e saber aproveitar oportunidades de aplicar tudo que aprendemos ao escolher, ao decidir e ao sofrer. Você será um profissioal cada vez melhor se souber responder com segurança e sinceridade à pergunta: “Quais os seus pontos fracos?”.

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Sobre o autor:

Mari Coimbra é Mineira residente em Pernambuco, graduanda em Direito e apaixonada por RH. Valoriza o talento independente da área de formação, Geração Y assumida, mas que carrega o idealismo dos BB's, pois deseja fazer a diferença! Participou do Minha Carreira até Fevereiro de 2010.
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Comentários

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  • Bruno Mascarenhas em 17 de novembro de 2009 às 10:53

    Ótimo texto Mari! Quando conhecemos nossas limitações, conseguimos chegar mais longe… Com ceteza. Isso se deve ao fato de mirarmos as oportunidades corretas (adequadas ao nosso perfil e ao nosso estilo), ao invés de “atirarmos para todos os lados”. O auto-conhecimento é um dos segredos do sucesso e realização profissional e pessoal, mais um ótimo texto para refletirmos sobre nossas atitudes!

  • DENISX em 17 de novembro de 2009 às 14:19

    Mari, seus textos são excelentes… parabéns.. @xcardoso

  • Guilherme Tossulino em 18 de novembro de 2009 às 13:57

    Acho interessante, nós, Geração Y assumidos, desenvolvermos esse senso de auto-análise para que não nos tornemos a geração dos incontroláveis e insuportáveis.

    A maturidade profissional e pessoal dá ao jovem essa oportunidade, cabe a cada um querer enxergar.

    Ótimo texto, que seja o primeiro de muitos.

  • Jairo Siqueira em 3 de dezembro de 2009 às 11:29

    Mari,

    Parabéns pelo conteúdo do texto, muito bom.

  • Igmar em 17 de dezembro de 2009 às 1:09

    Ta tudo muito bom, ta tudo bem ! Mas realamente o que interessa e levanta polemica para uma assunto importante e merece um debate pela geração Y.

    Qual a visão de vcs quanto a pontos fracos? Eles devem ser melhorados, esquecido neutralizados? Vale a pena melhorar o que eh ruim? Passar a ser apenas ruinzinho ?
    Nao seria o caso de ser imbativeis nos pontos forte cada vez mais neutralizando os efeitos negativos dos pontos fraco ?

    Outra coisa, aprendi logo cedo que Nao devemos ficar dependendo de elogios, medalhas medalhas medalhas, devemos ser automotivados! Vibrar com nossas realizações… E frequentemente reconhecer… Sou muito bom !… Nao espere pelos outros, eh o auto reconhecimento que faz a diferença !
    Fico por aqui!

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