Profissionalismo com originalidade
por Liliane Fonseca em 20/08/2009 na categoria Carreira e Geral e Trainee

Outro dia, um amigo me perguntou o que eu recomendaria para ele durante uma dinâmica em um processo seletivo. Na hora me ocorreram inúmeros conselhos, muitos vindos do senso comum, mas preferi dizer apenas: “Seja profissional e tenha originalidade”. Acredito que esses dois conceitos sejam o que as empresas mais esperam de nós, Geração Y.
Temos uma incrível capacidade de conciliar trabalho e vida pessoal. Tudo junto, misturado e feito na mesma hora. Além disso, temos certa resistência à hierarquias sem sentido, na qual manda quem pode e obedece quem tem juízo. Para nós manda quem merece e se conseguir, ser respeitado por isso. Essas características podem ser muito prejudiciais para nossa carreira, em qualquer área. É preciso manter uma postura profissional que respeite tudo o que veio antes e saber se colocar de forma construtiva.
Ao mesmo tempo em que precisamos manter esse profissionalismo, não podemos anular nossas grandes virtudes: somos jovens, temos um caldeirão de ideias na cabeça, coragem para ousar e facilidade de acesso e entendimento de tudo o que é novo. Esse mix resulta em um boom de originalidade muito interessante para as empresas, mas seu excesso pode ser considerado ruim e até mesmo transgressor. Aqui, cabe uma boa dose de profissionalismo para canalizar esses impulsos.
Analisando um pouco mais a fundo essa mistura, conclui que o “profissionalismo original” ou a “originalidade profissional” é um grande passo para algo que as companhias buscam desesperadamente hoje em dia: inovação. Mas porque esse conceito tem tanto valor?
O raciocínio é bem simples: pensem três coisas completamente novas que ainda poderiam ser inventadas. Difícil, não? O Homem evoluiu tanto que criou praticamente tudo. Muito do que é “novo” hoje nada mais é do que uma releitura de algo criado no passado. Essa dificuldade faz com que as empresas busquem não somente ideias novas, mas principalmente novas formas de se executar processos antigos, que otimizem e gerem melhores resultados.
Estamos vivendo a Era do conhecimento, onde se fala muito no valor das ideias. O nosso potencial inovador está em jogo todo dia, toda hora. Acredito que dentre os inúmeros conselhos que pensei em dizer para o meu amigo, não fiz uma escolha tão ruim assim.


[...] Profissionalismo com originalidade – “Estamos vivendo a Era do conhecimento, onde se fala muito no valor das ideias. O nosso potencial inovador está em jogo todo dia, toda hora.” [...]
Oi, Liliane!
Acho que a senteça a seguir fala muito da forma como pensamos no início de nossa carreira, logo que entramos no mercado: “(…) temos certa resistência à hierarquias sem sentido, na qual manda quem pode e obedece quem tem juízo. Para nós manda quem merece e se conseguir, ser respeitado por isso.” É realmente frustante ser liderado por maus gestores, que desejam apenas brincar de chefe. Mas penso que isso se deve ao fato de que as instituições (Estado, Casamento, Família…) vem perdendo a força que detiveram durante todo o tempo. Somos a primeira geração que aprendeu com pares, isso é desesperador para os mais velhos que respondiam a questões complexas com apenas um “porque sim!”. Hoje vamos lá na wikipédia, no google, ou em qual outro meio de busca e aprendemos o que nos interessa. Soa injusto injusto obedecer as ordens de x apenas porque ele(a) carrega o crachá de patrão no momento. Quanto ao tema central, originalidade, acho que a melhor definição é a que trata o ‘novo’ como sendo o velho ‘transvestido’. Por isso a importância de ler bastante, assisti a filmes, participar de palestras e eventos… tudo isso formará nosso repertório de conhecimentos, o que ajudará a desenvolver nossas aptidões e ser capaz de apresentar um trabalho ‘diferente’ (outra palavra que está em voga hoje em dia).
Profissionalismo e originalidade. Muito inteligente Liliane.
Não tenho a menor dúvida de que Lili Fonseca será trainee este ano. Incrível como ela é exposta por suas idéias inovadoras. PARABÉNS!!!
Sou fã do seu blog, assim como você, estou atrás do meu sonho de ser trainee, não consegui ir adiante em empresas como Danone, Ambev e meu maior sonho, Unilever mas, não desisto e com dicas como as que você nos fornece, me ajuda a me preparar melhor.
Lili, tenho acompanhado seu blog desde o início. É fantástico como sua expontaineidade transparece no que você escreve hoje, muitas vezes quando leio os posts me sinto como se estivesse em um bate papo. Você não tem medo de expressar e contar situações as quais poderiam, de certa forma, te prejudicar, pois está ajudando concorrentes. Bom. terminei de ser um livro esta semana que falava sobre ‘servir’, e como é importante para um bom líder entender este conceito. Gostaria de agradecer pela informação oferecida através do blog e outros sites, tudo isso tem me ajudado muito. Um abraço e muito sucesso, e quem sabe a gente não se esbarra por aí.