Geração Y exige coerência entre discurso e prática

por Guilherme Tossulino em 03/04/2009 na categoria Geração Y

Geração Y exige coerência entre discurso e prática

De acordo com o Guia com as 150 melhores empresas para trabalhar no Brasil, as 150 companhias que estão no topo já sabem que precisam alinhar o discurso a prática e buscam na valorização pessoal e no desenvolvimento profissional dos seus funcionários meios de se adequarem às novas exigências do mercado e, principalmente, conseguirem reter e conquistar a nova leva de jovens que ingressam no mercado de trabalho.

Como já escrevi aqui no blog, a Geração Y é carente por feedback, tem sede de conhecimento e deseja crescimento rápido na carreira. Para isso, busca empresas que possam oferecer oportunidades claras de ascensão e querem conhecer as regras do jogo antes de começarem a jogar.

Com a competitividade por mão-de-obra qualificada, as empresas, em geral, tendem a adotar um discurso de empresas perfeitas, cheias de benefícios e possibilidades de crescimento profissional. Entretanto, a Geração Y já está mais atenta e não espera muito para querer ver na prática o que é prometido e acordado.

Quando não há coerência entre discurso e prática, os profissionais se frustram e não perdem tempo em buscar outra empresa que ofereça aquilo que não encontraram. Isso é ruim para o profissional, porém muito pior para a organização, que pode prejudicar sua imagem no mercado e sofrer com escassez de mão-de-obra de qualidade.

Alinhar aquilo que prega com aquilo que pratica é um desafio para qualquer empresa, seja ela pequena, média ou grande. Aquelas que não procurarem atender as novos requisitos da Geração Y, dentro de pouco tempo sofrerão para reter e conquistar seus talentos. Em poucos anos essa geração será a chefia das empresas, e bons líderes geralmente são formados em casa, pois crescem compreendendo a cultura organizacional e os objetivos de onde trabalham.

Se você trabalha em um lugar onde não é ouvido, ou onde aquilo que se discursa não é o que se vê na prática, procure ser mais incisivo e claro antes de sair atrás de uma nova oportunidade. O Diego escreveu um post muito interessante aqui no blog sobre a pró-atividade na carreira que vale a pena a leitura e vem de encontro com isso. Se mesmo assim não receber as respostas que procura, não perca tempo e vá em busca de um lugar que te valorize e que esteja disposto a te dar oportunidades para que seus anseios sejam alcançados.

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Sobre o autor:

Guilherme Tossulino é bacharel em Sistemas de Informação e pós graduando em Gerenciamento de projetos. Atualmente atua como coordenador de TI no Instituto de Estudos Avançados (IEA) em Florianópolis e é um dos fundadores do Minha Carreira. Escreve seu blog pessoal (www.tossulino.com) e também faz presença no twitter no @tossulino.
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Comentários

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  • Eder Gobbi em 3 de abril de 2009 às 16:22

    Geração Y = Feedback

    Feedback = Moda (em T.I.)

    Então.. Nós estamos na moda? :D

  • Eder Gobbi em 3 de abril de 2009 às 16:25

    Ah claro, tava esquecendo: Parabéns pelo post!
    Como sempre, gostoso de ler. Vou distribuir na minha rede e aqui na empresa! ;c)

  • Paula Carina de Araújo em 3 de abril de 2009 às 19:09

    Quando leio os texto aqui publicados, encontro respostas para minha dúvidas, anseios, questionamentos…
    Tenho passado exatamente por essa situação, o discurso não condiz com a prática e isso me revolta muito.

    Concordo que precisamos tentar reverter a situação, expondo nossas opiniões de forma clara. Não se deve desistir no primeiro tropesso ou na primeira decepção. Muitas vezes em nossa atuação profissional sentimos que temos muito a fazer pelos processos e pelo lugar onde estamos trabalhando, entretanto não somos valorizados ou somos mal interpretados. Se suas tentativas não tiverem efeito nenhum, deve-se procurar um novo lugar para trabalhar, enfrentar novos desafios!

    Parabéns pelos posts!

    Bj

    • Guilherme Tossulino em 4 de abril de 2009 às 1:34

      Eder,

      Estamos no ano do feedback e não é por isso ser moda. Mas sim, por cada vez mais a Geração Y se fazer notável.

      As empresas não sabem ainda dar o feedback que os jovens precisam. Estão aos poucos tentanto se adaptar.

      Em TI a Geração Y é maioria e essa é a razão de você identificar tão facilmente o feedback.

      Obrigado pelos comentários, pelas participações e contribuições.

      • Guilherme Tossulino em 4 de abril de 2009 às 1:33

        Oi Paula,

        Isso é sinal que você é uma típica integrante da Geração Y. Acho que esse feedback nos mostra o quanto estamos no caminho certo. Nossa idéia com o Minha Carreira é justamente tentar passar para quem lê aquilo que vivemos no dia-a-dia. Essa troca de experiências é muito valiosa e melhora ainda mais nossos posts.

        Obrigado pelo comentário. Suas conclusões estão corretas. A busca por novos desafios é sempre um desafio também.

  • Rafael Leite em 13 de abril de 2009 às 22:55

    Excelente assunto! E vale para qualquer geração, senhores líderes! Assim como na educação dos filhos, exemplo e coerência são posturas das mais importantes.

    No De Cabeceira postamos sobre o livro Peopleware, um livro ótimo para quem quer aprender sobre alguns problemas clássicos nas equipes e empresas (para evitá-los sem ter que sofrer por anos a fio) ou para aqueles que precisam de uma justificativa com referência bibliográfica para o chefe (bom presente de aniversário para ele!).

    Parabéns pelo blog, gostei!

  • Ana Rubia Zacheo Rodrigues em 2 de maio de 2009 às 20:39

    O alinhamento do discurso com a prática é a transparência da empresa. Muitas empresas já adotam a gestão por competências, avaliações de desempenho, pensam em gestão do conhecimento a fim de entender como manter os talentos. Sabe-se que o turnover é um indicador negativo para a empresa e o investimento para se conseguir um talento e formá-lo é alto. Devido a isso fica o alerta. Então se as empresas compreendem as novas necessidades e características desse público, fica mais fácil encontrar formas de atendê-lo. Formas que devem passar por constante avaliação e tranformação.

  • [...] existe. Quando falamos em Geração Y, a situação é ainda mais delicada, tendo em vista suas exigências e características [...]

  • [...] e capazes de realizar inúmeras tarefas ao mesmo tempo. Como Guilherme Tossulino bem lembrou, a Geração Y exige coerência entre o discurso e a prática, precisa de feedback constante para repensar conceitos, repor as energias e seguir [...]

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  • Diego em 4 de outubro de 2009 às 10:59

    Oi Guilherme, muito bons os textos sobre Geração Y. Estou fazendo um trabalho da faculdade e escolhi o assunto por ser mto atual. Achei mta coisa interessante no teu blog. Gostaria de saber se existe um site que me recomendarias. Neste trabalho o que contará mto é a criatividade na apresentação, acredito que não será tao difícil unir esse assunto a criatividade, contudo, por um acaso terias alguma sugestão? Novamente, parabéns pela forma que colocaram os assunto sobre nossa geração. Forte abraço aqui de Porto Alegre/RS!

    • Guilherme Tossulino em 4 de outubro de 2009 às 14:10

      Oi Diego,

      Obrigado pelo comentário. Recomendo o blog Foco em Gerações (www.focoemgeracoes.com) do Grupo Foco e o site do Sidnei Oliveira (www.sidneioliveira.com), que inclusive possui um livro abordando o tema Geração Y.

      Um abraço e continue participando.

  • Jair Galdino em 9 de junho de 2010 às 11:49

    Prezados,
    Acredito em mudanças, mudanças que aperfeiçoam, atualizam e criam novas realidades, mas mudança que se traduz de forma equivocada e até certo ponto piegas, como se a tal geração Y a tudo tivesse criado e inovado, do tipo; Nunca antes… Olhe em torno de si e identifique, verão que a pretensão é rísivel.
    A geração Y é simplesmente usuária de tudo que foi construido pela geração anterior, e esta em relação a outra, e só. Como diz NN ” Tudo passa, tudo passará”

  • Guilherme Tossulino em 14 de abril de 2009 às 18:04

    Oi Rafael,

    Realmente, o assunto vale para diversas situações. O que queremos deixar claro no post é que a Geração Y é menos passiva em relação a esse tipo de assunto e as empresas e equipes precisam aprender a lidar com isso para se adequarem ao mercado.

    Obrigado pela visita e pelo comentário.

    Abraços.

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