Não existe empresa perfeita, sim, nem o Google, creio eu. Cada empresa tem seus pontos fortes e fracos, e invariavelmente todos passamos por situações nas quais nos deparamos com opiniões, atitudes, estratégias, processos, e outras tantas coisas que acontecem diferente da maneira em que imaginamos, em alguns casos chegamos a nos sentir ofendidos. Isso levanta a questão e nos põe a pensar se devemos procurar algo novo, seja outra empresa, posição ou carreira quando este tipo de dificuldade aparece ou ficar e lutar para sermos ouvidos.
Um dos pontos que fazem a diferença no perfil de um profissional é a sua pró-atividade em resolver as dificuldades que ocorrem no dia-a-dia, essa qualidade não é fácil de ser encontrada, mas pode ser desenvolvida. No entanto, seu desenvolvimento não é fácil, pois requer justamente a demolição das pedras que estão no caminho.
Devemos sempre avaliar o esforço necessário para implementar uma idéia, considerando todas as etapas (convencimento, implementação e mensuração), os benefícios que serão obtidos para a empresa e para você, e se essa experiência é válida. Para então tomarmos a decisão certa.
Uma forma de organizar e apresentar uma solução para um problema seria:
Avaliar se a solução encontrada é, na sua opinião, a melhor solução para o problema e seu porquê. Identificando os prós e contras.
Uma forma de reforçar suas idéias é mostrar exemplos de seu sucesso. Tentar implementar sua solução em menor escala, em processos e procedimentos particulares pode lhe fornecer os dados necessários, além de já ser um teste da sua validade.
Encontrar o melhor momento para apresentá-la. Isso depende muito do seu ambiente de trabalho e da cultura organizacional da sua empresa, em alguns casos uma reunião formal com data e hora marcada é o ideal, em outras o coffe-break é a oportunidade perfeita. Tente evitar momentos corridos ou em que outras decisões mais urgentes estejam sendo tomadas.
Apresentar sua idéia claramente, expressando de forma aberta os porquês dessa ser a melhor solução.
A aceitação do que foi proposto depende de diversos fatores que não estão sob seu controle, portanto é possível que após apresentar a idéia e, a princípio, a recepção ser muito positiva, ela seja engavetada sem explicações.
Esse tipo de situação pode gerar uma série de sentimentos que vão desde o ódio à indiferença. Entretanto, é nessas horas que devemos esfriar a cabeça e começar a analisar os fatores envolvidos.
Será que o problema foi refletido com calma tentando ver todos os ângulos possíveis, para não ser surpreendido por alguma colocação de última hora?
Será que o momento escolhido foi propício a sua aceitação?
Será que sua idéia foi vendida corretamente?
Lembre-se que as pessoas querem soluções para seus problemas e de preferência com o mínimo de esforço possível. Talvez as vantagens não tenham sido apresentadas corretamente, faltando clareza ou dimensionamento correto dos benefícios. Se algum dos benefícios da sua idéia for corte de custos e/ou aumento dos lucros, tente dar uma atenção maior a essa vantagem. Números e informações reais são mais fáceis de serem mensurados e fortalecem o seu discurso.
Caso, depois de tudo, você não saiba dizer o que deu errado, experimente sentar com um dos seus superiores e questionar a respeito. Preferencialmente, com dia e hora marcados, deixando clara a relevância do assunto. Após a conversa, procure analisar por conta própria se as justificativas apresentadas são compreensíveis.
Se a resposta for negativa, respire fundo e aguarde pela próxima oportunidade. Repita o processo quantas vezes você achar necessário, mas não esqueça que isso não é uma regra e dependerá diretamente do seu nível de comprometimento e interesse em fazer a empresa progredir e de crescer dentro dela.
Após várias rodadas e tentativas com respostas negativas é inevitável o descontentamento e o desânimo, o que pode acarretar uma queda de rendimento e um desgaste nas relações com a empresa. Neste caso pode ser interessante buscar a mudança. Um profissional que não se sente feliz e confortável com o que faz, com o que lhe rodeia e que não se sente valorizado e ouvido, provavelmente não irá render o suficiente, pois somos sempre melhores naquilo que gostamos e temos interesse.
Tome cuidado quando surgirem os problemas para não sair diretamente procurando por outra empresa para trabalhar. Isso é análisado em seleções de emprego e uma rápida olhada em seu currículo poderá revelar o tipo de profissional que você é. Ou seja, aquele descompromissado, que não abraça uma causa e fica enquanto está tudo bem. Profissionais que não gostam de desafios na carreira e que fogem de situações difíceis não são bem vistos e muito menos valorizados pelas empresas. Seja pró-ativo e procure sempre fazer do seu ambiente de trabalho o melhor.
Que tipo de profissional você é? Aquele que luta ou aquele que corre?
Mais um grande post do blog. Blog jovem mas com certeza será referência obrigatória para o contexto.
Meu parecer em relação à pró-atividade no trabalho é que não podemos “durmí nas paia”, esperando que alguém lhe diga o que fazer e como fazer. Encontrou o problema? Apresente a solução claramente e objetivamente, mas com zelo e delicadesa. Não dá pra apontar um problema que seja de responsabilidade do diretor da empresa simplesmente “abrindo a guela” durante o coffee break. Por outro lado, se não lavaram a caneca de café e deixaram na copa, não precisa mandar um email de 10 parágrafos explicando como os fungos alojados na caneca podem trazer complicações na saúde e blá blá blá. Equielíbrio é fundamental.
Mais uma vez, parabéns pelo blog e pelo ótimo post.
http://twitter.com/edergobbi Eder
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Meu parecer em relação à pró-atividade no trabalho é que não podemos “durmí nas paia”, esperando que alguém lhe diga o que fazer e como fazer. Encontrou o problema? Apresente a solução claramente e objetivamente, mas com zelo e delicadesa. Não dá pra apontar um problema que seja de responsabilidade do diretor da empresa simplesmente “abrindo a guela” durante o coffee break. Por outro lado, se não lavaram a caneca de café e deixaram na copa, não precisa mandar um email de 10 parágrafos explicando como os fungos alojados na caneca podem trazer complicações na saúde e blá blá blá. Equielíbrio é fundamental.
Mais uma vez, parabéns pelo blog e pelo ótimo post.
http://culturacraze.blogspot.com Karen
Gostei do post também! Muito boa escolha do tema! Acho válido acrescentar que todos devemos tomar cuidado com o “amor excessivo às próprias idéias”. Muitas vezes fica claro que apesar da sua idéia ser boa o momento não é propício à sua execução ou existem idéias melhores. Nesse caso, vale recorrer a humildade e ‘guardar’ sua idéia, mas sem birra ou frustração porque ela não foi executada. Sentir-se desvalorizado pode também ter muito a ver com como você se sente a seu respeito, nem tudo é sinal de desvalorização…
http://www.diegohomem.com/blog/ Diego Homem
Muito bem levantado Karen, a autoestima é de suma importância no trato do dia-a-dia, nem sempre um não significa “inutilidade” ou “desgosto”, na miroria das vez é apenas um “no momento não é interessante”.
E no caso contrário onde se tem amor demais pela idéia é justamente o oposto. Algumas vezes a idéia rejeitada no hoje pode ser a salvação da lavoura no futuro. Paciência sempre cai bem.
http://culturacraze.blogspot.com Karen
Gostei do post também! Muito boa escolha do tema! Acho válido acrescentar que todos devemos tomar cuidado com o “amor excessivo às próprias idéias”. Muitas vezes fica claro que apesar da sua idéia ser boa o momento não é propício à sua execução ou existem idéias melhores. Nesse caso, vale recorrer a humildade e ‘guardar’ sua idéia, mas sem birra ou frustração porque ela não foi executada. Sentir-se desvalorizado pode também ter muito a ver com como você se sente a seu respeito, nem tudo é sinal de desvalorização…
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Muito bem levantado Karen, a autoestima é de suma importância no trato do dia-a-dia, nem sempre um não significa “inutilidade” ou “desgosto”, na miroria das vez é apenas um “no momento não é interessante”.
E no caso contrário onde se tem amor demais pela idéia é justamente o oposto. Algumas vezes a idéia rejeitada no hoje pode ser a salvação da lavoura no futuro. Paciência sempre cai bem.
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Gostei do post também! Muito boa escolha do tema! Acho válido acrescentar que todos devemos tomar cuidado com o “amor excessivo às próprias idéias”. Muitas vezes fica claro que apesar da sua idéia ser boa o momento não é propício à sua execução ou existem idéias melhores. Nesse caso, vale recorrer a humildade e ‘guardar’ sua idéia, mas sem birra ou frustração porque ela não foi executada. Sentir-se desvalorizado pode também ter muito a ver com como você se sente a seu respeito, nem tudo é sinal de desvalorização…
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Muito bem levantado Karen, a autoestima é de suma importância no trato do dia-a-dia, nem sempre um não significa “inutilidade” ou “desgosto”, na miroria das vez é apenas um “no momento não é interessante”.
E no caso contrário onde se tem amor demais pela idéia é justamente o oposto. Algumas vezes a idéia rejeitada no hoje pode ser a salvação da lavoura no futuro. Paciência sempre cai bem.
Os exemplos que você citou são pertinentes e muito comuns. Bom senso é um dos maiores aliados no desenvolvimento da carreira. Obrigado pela participação!
http://www.diegohomem.com/blog/ Diego Homem
Os exemplos que você citou são pertinentes e muito comuns. Bom senso é um dos maiores aliados no desenvolvimento da carreira. Obrigado pela participação!
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Um espaço para expressão de ideias, experiências, estudos, leituras, vivências e aprendizados. Trazendo um olhar jovem e único sobre os diversos temas existentes no dia a dia profissional e pessoal.
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