MC: O que motivou você a ir para a Holanda?
FT: Fui passar férias na Holanda, na época trabalhava na Weev Brasil e conheci a equipe da Weev Netherlands, com isso surgiu a oportunidade.
MC: Você planejou ou tudo aconteceu de repente?
FT: Voltei ao Brasil e demonstrei meu interesse em fazer um trabalho na Weev Netherlands. Em cinco meses já estava de volta a Holanda.
MC: Quais foram suas maiores dificuldades?
FT: Apesar da língua oficial ser o holandês, todos falam ou entendem o inglês. Com isso, os problemas de comunicação que eu achava que iria enfrentar foram poucos. O clima foi um problema, pois eu ia ao trabalho de bicicleta e em alguns dias a temperatura estava por volta dos 8 graus Celsius, as mãos congelavam, o nariz então, nem se fala. A saudade de casa foi uma grande dificuldade, mas nada que algumas fotos e um papo pelo MSN não amenizassem. Acredito que seu eu ficasse mais tempo por lá, isso seria considerado em grau bem maior.
MC: Como foi sua adaptação?
FT: A adaptação foi rápida, a equipe me ajudou muito em todos os aspectos, apesar do povo holandês ser frio com relação a relacionamentos. Me senti bem recebida por todos.
MC: Como foi a adaptação às diferenças culturais da Holanda com o Brasil?
FT: O povo holandês tem uma cultura muito mais aberta do que a nossa em relação a vários aspectos, como uso de drogas, homosexualismo e religião. Todas as formas de expressão são aceitas, e a sua discriminação é considerada crime. No entanto, me adaptei fácil e não encontrei problema algum.
MC: Que hábitos foram adquiridos ou esquecidos?
FT: Troquei almoço de verdade por sanduíches de pão e queijo, ou pão e presunto. Eles não almoçam como a gente e a alimentação me fez muito mal no primeiro mês. Apesar de não almoçarem como nós, jantam às 18h, porque o expediente geralmente termina as 17h e todos moram próximo do trabalho. Batata sempre era o prato principal. Comi batata de tudo quanto é tipo e modo de preparo. Assim que retornei ao Brasil, comi um pratão de arroz e feijão e fiquei um bom tempo sem comer batatas.
MC: Em que pontos essa experiência afetou sua carreira?
FT: Ainda não pude dimensionar esse aspecto, apesar de ter trocado de empresa assim que retornei de viagem.
MC: Que recomendações você dá a quem pretende seguir carreira no exterior? FT: Cada um tem um modo de perceber as coisas, e vive de maneira diferente cada experiência. Eu diria que a premissa básica pra se viver no exterior é exercitar o desapego: temos muito apego pelo conforto de casa, pelos amigos, pelos hábitos alimentares, pelo modo de se vestir e pela família. É uma tarefa muito difícil para quem é muito apegado a estas coisas. No entanto, é preciso abrir a mente pra tudo que é novo, porque é sempre tudo muito novo e diferente da nossa realidade.
MC: Valeu a pena ter ido?
FT: O saldo foi super positivo. Até mesmo as dificuldades encontradas no caminho serviram pro meu crescimento pessoal e profissional. Realizar qualquer viagem, mesmo que seja a turismo, já te traz uma bagagem de conhecimentos que ninguém vai tirar de você.
MC: Que benefícios a experiência no exterior trouxe para sua carreira?
FT: Ainda não pude sentir na prática os benefícios desta oportunidade, mas acredito que o fato de ter aperfeiçoado o meu inglês e meus conhecimentos técnicos possam vir de encontro com outras oportunidades como essa, e quem sabe, ainda retorne pra Europa, como employee de alguma grande empresa.
Muito legal essa iniciativa de trazer experiências da galera que já trabalhou fora, afinal quem não tem vontade de trabalhar em algum outro país.
Tenho uma amiga que foi pra Angola ano passado e isso está mudando bastante coisas na vida dela, pois ela teve oportunidade de entrar na faculdade, está conhecendo outra cultura, fazendo contatos, trabalhando. E como disse a Fernanda isso com certeza vale para o crescimento pessoal e profissional.
http://www.paulinhawinter.com Paulinha Winter
Gui,
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monique de araujo van der heijden
oi fernanda bom me chamo monique de araujo van der heijden,sou casada com um holandes chamado maurice van der heijden..
minha pergunta e se eu passar do prazo de 3 meses na holanda como turista eu posso voltar novamente a holanda??
por favor me ajuda …
me responda urgente logo
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http://theladybugblog.wordpress.com/ Fernanda
OI Monique, é, a Holanda não aceita mais união estável como motivo pra pedir o visto definitivo. Se você for “pega” ilegalmente, será deportada e não poderá mais retornar para o país. Sugiro você procurar informações sobre o visto definitivo na embaixada da Holanda no Brasil, ou no site http://www.ind.nl, que é o orgão regulamentador de estrangeiros na Holanda. Boa sorte!
http://theladybugblog.wordpress.com/ Fernanda
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OI Tossulino, tenho acompanhado o teu blog e tua vida virtual e fico muito contente pelo sucesso que tens obtido com este blog. E mais ainda por ter sido a primeira entrevistada para esta coluna! Depois de mais de 1 mês, continuo recebendo parabenizações pela entrevista e pelo teu blog também. É isso ai, continue assim, vais longe!
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Um espaço para expressão de ideias, experiências, estudos, leituras, vivências e aprendizados. Trazendo um olhar jovem e único sobre os diversos temas existentes no dia a dia profissional e pessoal.